Como jogam as seleções favoritas da Copa do Mundo? Veja o raio-X das candidatas ao título
Espanha, França, Portugal, Inglaterra, Argentina, Brasil e Alemanha chegam ao Mundial cercados de expectativa; conheça os pontos fortes e o estilo de jogo das principais equipes do torneio
A Copa do Mundo de 2026 reúne uma combinação de seleções tradicionais em bom momento, gerações talentosas chegando ao auge e campeões recentes tentando confirmar seu favoritismo. Entre as equipes mais cotadas para levantar a taça, algumas se destacam pelo jogo coletivo, outras pela qualidade individual e algumas pelo peso de sua camisa.
Durante boa parte do ciclo, Didier Deschamps priorizou uma abordagem mais cautelosa, baseada na solidez defensiva e em transições rápidas. Nos últimos meses, porém, o treinador passou a dar mais liberdade ao setor ofensivo, buscando uma equipe menos previsível. O resultado foi uma França mais agressiva e criativa nos amistosos preparatórios.
O grande trunfo está na quantidade de jogadores capazes de decidir partidas. Além de Mbappé, nomes como Ousmane Dembélé, Michael Olise, Désiré Doué e outros talentos oferecem soluções variadas. A dúvida é se Deschamps encontrará o equilíbrio ideal entre ataque e defesa. Se conseguir encaixar todas as peças, poucos times terão um teto tão alto quanto o dos franceses.
Portugal
Portugal chega à Copa do Mundo impulsionado por uma geração considerada por muitos a mais qualificada de sua história. A equipe reúne experiência, talento técnico e versatilidade tática, além de viver o que provavelmente será o último Mundial de Cristiano Ronaldo.Sob o comando de Roberto Martínez, a seleção portuguesa se destaca pela capacidade de mudar de esquema sem perder competitividade. Jogadores como Nuno Mendes, João Cancelo, João Neves, Vitinha, Bruno Fernandes e Bernardo Silva permitem inúmeras variações durante a partida, tornando o time difícil de ser neutralizado.
A espinha dorsal está consolidada e ganhou ainda mais confiança após a conquista da Liga das Nações. O principal desafio será lidar com a pressão de uma geração que carrega grandes expectativas. Com um elenco profundo e experiente, Portugal tem motivos para sonhar seriamente com sua primeira Copa do Mundo.
Inglaterra
A Inglaterra chega embalada por uma campanha impecável nas Eliminatórias e pela expectativa em torno do trabalho de Thomas Tuchel. Depois de bater na trave em competições recentes, os ingleses apostam no treinador alemão para dar o passo final rumo ao título.
O elenco impressiona principalmente do meio para frente. Jude Bellingham, Harry Kane, Bukayo Saka e Declan Rice formam uma base extremamente competitiva, enquanto o sistema 4-2-3-1 adotado por Tuchel busca potencializar as qualidades individuais sem abrir mão do equilíbrio coletivo.
Apesar do talento disponível, persistem algumas dúvidas. O setor defensivo ainda não transmite a mesma segurança de outras favoritas e o histórico recente da seleção em momentos decisivos gera cautela. Ainda assim, poucos países possuem uma combinação tão forte entre juventude e experiência.
Argentina
Atual campeã do mundo e líder do ranking da Fifa, a Argentina chega ao torneio com uma vantagem importante: o elenco já sabe exatamente como competir em uma Copa do Mundo.
Lionel Scaloni manteve a base que conquistou o título no Catar e preservou a identidade da equipe. O sistema segue apoiado em uma defesa sólida, meio-campistas de boa circulação de bola e um ataque liderado por Lionel Messi. Ao lado do camisa 10, Julián Álvarez e Lautaro Martínez seguem como referências ofensivas.Embora parte dos jogadores esteja mais experiente e alguns tenham enfrentado problemas físicos recentes, o entrosamento continua sendo um diferencial. Além disso, jovens como Nico Paz e Thiago Almada ampliam as opções do treinador. A principal missão será lidar com o peso de defender o título, algo que apenas Itália e Brasil conseguiram fazer com sucesso na história dos Mundiais.
Brasil
A seleção brasileira chega à Copa cercada por dúvidas, mas também por enorme potencial ofensivo. O ciclo foi marcado por turbulências, trocas de treinadores e instabilidade institucional, mas Carlo Ancelotti conseguiu conduzir a equipe até o Mundial.
Uma das marcas do treinador é a flexibilidade tática. A Alemanha alterna sistemas com frequência e busca intensidade máxima durante os 90 minutos. O elenco conta com jogadores experientes e acostumados a grandes decisões, muitos deles oriundos do Bayern de Munique.
O setor ofensivo concentra boa parte das esperanças. Jamal Musiala, Florian Wirtz e Kai Havertz oferecem criatividade e capacidade técnica acima da média. Em contrapartida, a equipe ainda busca maior estabilidade defensiva e não possui um centroavante de elite tão consolidado quanto outras favoritas. Se encontrar equilíbrio entre os setores, a tetracampeã pode voltar a ser uma ameaça real na luta pelo título.
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