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CBF mira em Carlo Ancelotti e seleção deverá ter Ramon Menezes como interino no próximo mês

Presidente Ednaldo Rodrigues queria anunciar novo técnico ainda em fevereiro, mas desejo em contratar o italiano do Real Madrid deverá aumentar a espera

10 fev 2023 - 12h33
(atualizado às 14h36)
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A seleção brasileira deverá disputar os amistosos de março, os primeiros após o fracasso do time na Copa do Mundo do Catar, sob o comando de um técnico interino. Sem conseguir avançar nas negociações com os principais técnicos europeus - Carlo Ancelotti, do Real Madrid, é o preferido -, a CBF deverá optar por Ramon Menezes, da seleção sub-20, para a primeira janela de datas Fifa do ano. Faltando cerca de 40 dias, contudo, nem os adversários nem os locais dos jogos estão definidos. Há mais indefinições sobre a seleção brasileira do que certezas.

O próprio Ancelotti ainda não se posicionou com todas as letras sobre seu desejo de assumir o posto que era de Tite e que agora está vago. É fato que ele tem admiração pelo futebol brasileiro, jogou ao lado de Falcão na Roma, mas nunca comandou uma seleção. Foi apenas auxiliar na sua Itália. Se ele não disse "sim" publicamente, também não disse "não".

A opção por um interino mostra a dificuldade que o presidente Ednaldo Rodrigues, da CBF, enfrenta para fechar com Carlo Ancelotti ou com outro técnico do primeiro escalão do futebol europeu. Zidane também foi ventilado por jornalistas na Europa. No mês passado, o dirigente declarou que esperava que nos amistosos do próximo mês a seleção já tivesse seu novo técnico contratado. "Pode até ser que aconteça, mas o que eu pretendo é que em março já possamos ter um treinador definitivo, não um treinador que seja provisório", disse na ocasião.

Diante da dificuldade e dos contratos vigentes de alguns interessados, ele parece que vai ter de mudar de ideia. Ele chegou a comentar também que estaria atrás de técnico livre no mercado. Ancelotti não cumpre esse requisito.

Agora, faltando cerca de um mês para a convocação e com as principais competições europeias em pleno andamento, na CBF já se admite que o novo técnico do Brasil só deverá comandar o time em junho, em jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. A ideia é esperar o fim da temporada na Europa para definir o novo comandante.

O nome mais forte é mesmo o do italiano Carlo Ancelotti. Nesta sexta-feira, a ESPN Brasil informou que ele teria dado sinal positivo para treinar o Brasil nos próximos três anos. Tanto Ancelotti quanto a CBF desconversaram sobre o tema. "Seleção brasileira? Minha situação é muito clara, tenho contrato (com o Real Madrid) até 2024?, disse o treinador, que está em Rabat, no Marrocos. Neste sábado, o Real Madrid disputa a decisão do Mundial de Clubes com o Al-Hilal, de eliminou o Flamengo da decisão.

Mas a opção por um interino no próximo mês demonstra que Ednaldo Rodrigues está mesmo disposto a investir em um técnico europeu, e o italiano é o seu preferido, mesmo com contrato de mais um ano. Tanto é assim que o dirigente adiou a viagem que estava prevista para a Europa neste mês. E vale lembrar que dois treinadores que chegaram a ser associados à seleção, o francês Zinedine Zidane e o espanhol Luis Enrique, estão atualmente livres no mercado e, em tese, teriam caminho mais fácil para treinar o Brasil. A CBF prefere informar que nada está decidido ainda.

Vale lembrar ainda que os melhores treinadores do mundo estão em clubes e não em seleções. E isso tem um motivo: os times pagam muito mais do que as seleções. Pep Guardiola recebe salário estimado de R$ 13 milhões por mês no Manchester City. A CBF pagava em torno de R$ 2 milhões para a comissão técnica de Tite.

Estadão
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