A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na tarde desta segunda-feira uma nota que promete agitar os bastidores do beach soccer nacional. De acordo com uma publicação no site oficial da entidade, ela será responsável daqui em diante pelos rumos da modalidade do País, colocando-se acima da Confederação Brasileira de Beach Soccer (CBBS), atual gerente do esporte.
A recente saída do atacante David Villa do Barcelona fez a imprensa relembrar outros péssimos negócios protagonizados pelo clube catalão na década. O jornal Marca listou oito fracassos do Barcelona - incluiu dois brasileiros - usando como critério a diferença entre o valor de compra e de venda, sendo que em alguns casos a saída foi gratuita; veja
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A decisão da CBF é amparada por um resolução da Fifa, que reconhece apenas o órgão como gestor do futebol brasileiro em qualquer uma de suas vertentes.
Caberá à CBF representar o futebol de praia (beach soccer) do Brasil nas competições oficiais nacionais e internacionais e/ou amistosas promovidas pela FIFA e/ou BSWW (Beach Soccer Worldwide) e, também, supervisionar todas as atividades da Seleção Brasileira de Beach Soccer, disse o comunicado da CBF.
A entidade já divulgou até mesmo os nomes de quem fará parte da comissão técnica: Luiz Flaviano Furtado foi nomeado como o coordenador da Seleção.
O comandante do time verde e amarelo também já foi divulgado. Será Junior Negão, que, curiosamente, deixou o comando do time brasileiro após o seu vínculo com a CBBS encerrar-se, há cerca de um mês. Na última semana, a CBBS havia anunciado Andrey Valério como o novo técnico.
O imbróglio acontece a apenas dois meses do início da competição mais importante do ano. A Copa do Mundo de Beach Soccer, que será disputada no Taiti, começará no dia 18 de setembro. A reportagem tentou entrar em contato com a CBF e com a CBBS. A assessoria da primeira entidade não atendeu as ligações. Já a CBBS disse que ninguém se pronunciaria ontem sobre o caso.
A recente saída do atacante David Villa do Barcelona fez a imprensa relembrar outros péssimos negócios protagonizados pelo clube catalão na década. O jornal Marca listou oito fracassos do Barcelona - incluiu dois brasileiros - usando como critério a diferença entre o valor de compra e de venda, sendo que em alguns casos a saída foi gratuita; veja
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1. Ibrahimovic - saldo: -63 milhões de euros Deixou a Inter de Milão em 2009 por 89 milhões de euros e, após período de polêmicas e desentendimento com o então técnico Pep Guardiola, foi para o Milan por 24 milhões de euros
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2. David Villa - saldo: -34,9 milhões de euros O atacante chegou ao Barcelona como destaque do Valencia, contratado por 40 milhões de euros. Fez 48 gols em 119 partidas e, com a contratação de Neymar, deixa o clube por apenas 5,1 milhões de euros rumo ao Atlético de Madrid
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3. Henrique - saldo: -16,5 milhões de euros Destaque do Palmeiras em 2008, Henrique foi contratado pelo Barcelona, mas sequer jogou: foi emprestado ao Bayer Leverkusen e depois ao Racing Santander. Em 2011 foi emprestado ao Palmeiras e deixou o clube espanhol de graça
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4. Hleb - saldo: -15 milhões de euros O jogador bielorrusso se destacou no Arsenal e foi contratado por 15 milhões de euros. Sem se firmar, rodou emprestado por clubes como Stuttgart, Birmingham e Wolfsburg antes de deixar o Barcelona sem custos, para jogar na Rússia
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5. Keirrison - saldo: -14 milhões de euros O atacante brasileiro aparece com destaque no jornal Marca: artilheiro no Palmeiras, deixou o clube em 2009 vendido ao Barcelona por 14 milhões, mas sequer chegou a entrar em campo. Recentemente, encerrou o contrato sem custos, depois de rodar emprestado por Benfica, Fiorentina, Santos, Cruzeiro e Coritiba
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6. Cáceres - saldo: -13 milhões de euros Deixou o Villarreal para reforçar o Barcelona por 16,5 milhões de euros em 2008; três anos depois, foi vendido por 3,5 milhões de euros. Nesse tempo, jogou pouco e foi emprestado à Juventus e ao Sevilla
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7. Chigrinsky - saldo: -10 millhões de euros O marca definiu como "nefasta" a temporada de Chigrinsky no Barcelona. Chegou ao clube em 2009, contratado junto ao Shakhtar Donetsk por 25 milhões de euros; voltou ao time ucraniano em 2010, vendido por 15 milhões de euros
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8. Maxi López - saldo: -4 milhões de euros Argentino que depois jogaria pelo Grêmio, Maxi saiu do River Plate por 6 milhões de euros, mas não se firmou no Barcelona e acabou emprestado ao Mallorca. Foi vendido por 2 milhões de euros para o FC Moscou