Massagista muda discurso e pede desculpas por bloquear chute na Série D
Em entrevista, Romildo Fonseca da Silva afirma que entrar em campo para defender chute do Tupi "não foi ato pensado"; lance assegurou 2 a 2 em MG e classificou Aparecidense às quartas de final da competição
O massagista da Aparecidense, Romildo Fonseca da Silva, mudou seu discurso e se disse arrependido de ter interceptado um chute a gol na partida entre sua equipe e o Tupi (MG) neste sábado, em Juiz de Fora, pelas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao canal de TV por assinatura BandSports, Romildo – conhecido como Esquerdinha – pediu desculpas à equipe mineira e assumiu a responsabilidade pelo lance.
“Não foi um ato pensado. Foi a emoção. Não queria ver a gente eliminado do campeonato. Aí eu falei: é tudo ou nada, vou tentar tirar essa bola. Estou arrependido, não faria de novo. Peço desculpas ao pessoal do Tupi, à torcida, à comissão técnica, aos jogadores”, afirmou o profissional por telefone.
O lance em questão aconteceu aos 44min do segundo tempo, e tinha boas chances de decidir o jogo a favor do time mineiro. Após sobra na área da Aparecidense, a bola caiu nos pés de Ademílson, que chutou no canto esquerdo do goleiro - Romildo, que estava ao lado da trave, entrou no campo e tirou a bola com os pés. O rebote foi para outro atacante do Tupi, mas Romildo tirou mais uma vez o chute a gol e correu para fora do gramado.
Mesmo perseguido, Esquerdinha conseguiu se refugiar no vestiário. Após 20 minutos de paralisação, o árbitro Arílson Bispo da Anunciação (BA) propôs bola ao chão e retomou o jogo, que terminou 2 a 2. Como empatou o primeiro jogo Goiás por 1 a 1, a Aparecidense avançou para as quartas de final pelo critério dos gols marcados fora de casa.
No fim de semana, porém, Romildo assegurou que repetiria a atitude. “Eu estava atrás do gol e tirei porque era a única chance nossa. Eu tive um impulso e tirei para a gente classificar. Não me arrependo, tirei o gol e tiraria de novo”, afirmou, em entrevista à Rádio 730. A declaração foi reprovada por João Cocá, diretor de futebol da Aparecidense, em entrevista ao Terra.
Ainda ao BandSports, o massagista tentou livrar seu clube de responsabilidade. “Eu isento a Aparecidense de qualquer ato. A atitude foi isolada, foi minha própria, não foi a mando de ninguém. Foi uma fração de segundo que a gente não pensa. A Aparecidense não teve culpa nenhuma nisso aí”, assegurou.