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Brasileiro Série A

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Gestor culpa shows por gramado ruim na Arena da Amazônia

15 out 2014 - 11h43
(atualizado às 11h56)
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Após duas partidas de futebol pela Série A do Campeonato Brasileiro e quatro shows, o gramado da Arena da Amazônia, em Manaus, apresentou problemas apenas três meses após o encerramento da Copa do Mundo. A situação do campo ficou evidente no último sábado, durante o jogo entre Botafogo e Corinthians, pela 28ª rodada da competição.  Mas os responsáveis pela conservação e manutenção do local prometem corrigir o problema para a partida desse sábado entre Flamengo e Botafogo, válido pela 31ª rodada do Brasileiro.

No jogo do último sábado, tufos do gramado se soltavam com facilidade, principalmente na área dos goleiros. Segundo Ariovaldo Malízia, diretor técnico da Fundação Vila Olímpica (FVO), órgão governamental gestor da Arena da Amazônia, o problema ocorreu devido ao último show promovido no campo, dia 11 de setembro.

"O palco ficou muito próximo da linha do gol e houve muito pisoteio de pessoas que estavam trabalhando na montagem do palco", explicou Malízia, garantindo a criação de uma portaria delimitando as áreas onde a estrutura dos próximos shows poderão ser montadas.

<p>Botafogo x Corinthians foi jogado em péssimo gramado na Arena da Amazônia</p>
Botafogo x Corinthians foi jogado em péssimo gramado na Arena da Amazônia
Foto: Bruno Zanardo / Getty Images

O diretor técnico da FVO explicou ainda que após o evento do dia 11 de setembro, houve manutenção do gramado, inclusive com substituição da grama da área afetada. Contudo Malízia culpou a empresa Green Leaf, responsável pelo plantio da cobertura do campo, pela "descolameto" do gramado.

"Ela mandou 100 metros quadrados dessa grama. Só que ela veio de uma maneira diferente. Veio só a grama. Geralmente essas mantas veem com 10 a 12 centímetros de espessura de terra com a grama. Como veio só a grama, o engenheiro a colocou, mas ela não pegou. Aí no dia do jogo entre Botafogo e Corinthians, o campo foi molhado por volta de umas 15h30 e acabou ficando úmido na hora do jogo. Foi tudo feito errado", enfatizou Ariovaldo Malízia.

Mas ontem, segundo a FVO, uma nova "cirurgia" foi feita no gramado da Arena da Amazônia e, dessa vez, da maneira correta. Para o jogo entre Flamengo e Botafogo, no sábado, o gramado estará "tecnicamente praticável".

<p>Estádio foi construído para a Copa do Mundo e corre riscos de virar um "Elefante Branco"</p>
Estádio foi construído para a Copa do Mundo e corre riscos de virar um "Elefante Branco"
Foto: Bruno Zanardo / Getty Images

Privatização e Campeonato Amazonense

Com um custo mensal de manutenção na casa dos R$ 700 mil e com valor de locação das áreas interna e externa variando entre R$ 40 mil e R$ 160 mil, a privatização da Arena ainda não tem data certa para acontecer. O que há hoje é uma previsão de que até o final de novembro a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) deva lançar o edital de concorrência pública para a gestão do local.

Certo mesmo, até agora, só a agenda de eventos. Segundo o diretor técnico da FVO, dois shows e uma partida internacional de futebol estão agendados para ocorrer no campo da Arena até dezembro. O jogo que está sendo negociado será uma partida solidária do Unicef (Fundo das Nações Unidas para Infância) com jogadores como Neymar, Messi e companhia. "Ainda não tem nada confirmado, mas estamos fazendo estudos", disse Malízia.

Quanto ao Campeonato Amazonense de 2015, a Arena da Amazônia ainda não recebeu solicitação de uso por parte da Federação Amazonense de Futebol (FAF). A FVO acredita que os cartolas amazonenses estão esperando o término do calendário futebolístico desse ano para definir 2015. "Acredito que até dezembro a FAF nos procure. Mas não serão todos os jogos na Arena. Devemos ter apenas as finais de turno ou semifinais. Os demais jogos devem ocorrer nos Centro de Treinamento Carlos Zamith e Ismael Benigno, que também foram criados para a Copa", finalizou Ariovaldo Malízia.

A Arena da Amazônia ainda é considerada um "elefante branco" para o Amazonas e Manaus devido a pouca tradição no futebol local. Hoje a capital amazonense possui três campos em condições de sediar partidas nacionais e internacionais, mas falta futebol para justificar os R$ 669 milhões investidos na construção da Arena, R$ 24 milhões do COT Ismael Benigno e os R% 15 milhões do COT Carlos Zamith.

Fonte: Especial para Terra
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