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Brasileiro Série A

Doyen Sports tem lucro garantido de R$ 120 milhões em cima do Santos

27 jan 2016 - 16h48
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Nos últimos anos, o Doyen Sports, grupo de investimentos com sede na ilha de Malta, se tornou no principal parceiro do Santos. E, pelos negócios firmados até aqui, certamente os investidores estão satisfeitos. Já para o alvinegro praiano, as negociações não parecem tão vantajosas até o momento. O site Football Leaks vazou algumas planilhas de controle de negócios do Doyen e algumas informações confidenciais acabaram reveladas. Analisando apenas os acordos com o time da Vila Belmiro, os investidores têm um lucro garantido de R$ 120.425.236,80 milhões.

Isso porque em todos os contratos referentes a jogadores santistas, o clube se compromete a ressarcir o Doyen com um valor pré-fixado caso o atleta não seja comercializado até uma data também pré-estabelecida.

No caso de Leandro Damião, o Santos terá de pagar 15.180.000 milhões de euros (R$ 66.4 milhões) se não vender o centroavante até 31 de janeiro de 2017. O Doyen emprestou 12 milhões de euros (R$ 52.8 milhões) ao clube em 16 de dezembro de 2013 por 80% dos direitos econômicos do atleta com a condição de receber o valor corrigido com acréscimo de 10% de juros ao ano.

Já Lucas Lima, que também teve 80% de seus direitos econômicos comparados em 15 de janeiro, o Peixe tem até 31 de dezembro deste ano para vender o meia. Do contrário, será forçado a pagar 2.265.205 milhões de euros (R$ 9.966.902) depois dos investidores pagarem 1.742.465 milhões de euros (R$ 7.666.846) pela porcentagem do jogador.

A situação mais tranquila é a de Gabriel. O alvinegro tem até 31 e janeiro de 2018 para encontrar um comprador e, assim, não ter de arcar com 1.495.000 milhão de euros (R$ 6.578 milhões). O Doyen adquiriu 20% dos direitos econômicos do atacante em novembro de 2014 e pagou 1.150.000 milhão de euros (R$ 5 milhões).

Na mesma negociação de Gabriel, o grupo também acertou os direitos sobre Geuvânio e Daniel Guedes. O Doyen comprou 35% dos direitos do Caveirinha e 25% dos direitos do lateral. Pagou 750 mil euros (R$ 3.300 milhões) e 250 mil euros (R$ 1.100 milhão), respectivamente. Com a venda de Geuvânio para o Tianjin Quanjian, da China, os investidores têm direito a receber 4.200.000 milhões de euros (R$ 18.480 milhões). Já a situação de Guedes é a mais delicada, pois o contrato diz que o Santos tem até o dia 31 de janeiro, este domingo, para vender o atleta. Senão, terá de pagar 279.167 mil euros (R$ 1.228.334 milhão) ao Doyen.

Garantias

E para topar fazer negócio com o Santos, o grupo de investimentos Doyen Sports não se assegurou apenas nas multas e nas datas pré-acordadas. O Peixe também teve de apresentar garantias para os pagamentos. Para cada jogador envolvido, a diretoria alvinegra encontrou uma forma diferente de fechar os contratos. Assim, o Santos colocou a cota a receber pelos direitos de transmissão de 2017, pagas pela TV Globo, como garantia de pagamento por Leandro Damião. No caso de Gabriel, o clube usou o contrato com a Nike. A Meltex (empresa que gerencia as lojas oficiais do clube) era a garantia sobre Geuvânio e a Volkswagen, que patrocina categorias de base no Peixe, a garantia em cima do acordo por Daniel Guedes.

Caso Felipe Anderson

Além disso, em 2011, o Doyen Sports fez parte da negociação de Felipe Anderson para a Lazio, da Itália. O Santos vendeu 50% do meia, em outubro de 2011, por 2.500.000 mil euros (R$ 11 milhões). Além disso, na mesma época, o Doyen comprou 50% dos direitos de imagem do jogador por 275.600 mil euros (R$ 1.212.640 milhão). Quando a Lazio levou Felipe Anderson, os investidores receberam 3.950.000 milhões de euros (R$ 17.380 milhões), continuaram detendo os 50% sobre os direitos de imagem e ainda garantiram 12,5% de uma futura venda da revelação santista.

Todas estas negociações garantem um lucro de 27.369.372 milhões de euros, equivalente a R$ 120.425.236,80, calculadas com o euro atual, cotado a 4,4, ao Doyen Sports. Este valor é a soma do que o grupo teve direito a receber com as vendas de Felipe Anderson e Geuvânio, mais os valores de que o Santos se comprometeu a pagar no caso de não vender nenhum dos atletas citados até as datas acordadas. Com isso, o lucro dos investidores pode até aumentar se os jogadores foram comercializados antes disso.

Empréstimo de Modesto

Em uma das planilhas que o site Football Leaks vazou, também é possível perceber que em 15 de janeiro de 2015, a atual gestão, liderada pelo presidente Modesto Roma Júnior, pegou um empréstimo de 600 mil euros (R$ 2.640 milhões) com o Doyen Sports e se comprometeu a pagar o valor em seis parcelas.

Resposta oficial

Em contato com a reportagem, o vice-presidente alvinegro, César Conforti, confirmou os acordos, mas se resumiu a dizer que o clube não pode se manifestar no momento, já que entrou na Justiça recentemente para reaver as negociações e os valores referentes sobre estes contratos. Na visão da gestão atual, Luis Álvaro Ribeiro e Odílio Rodrigues cometeram irregularidades as firmar as parcerias com o Doyen Sports. Na última quinta-feira, inclusive, o Conselho Deliberativo do clube solicitou um processo na Justiça comum por “gestão temerária” contra Odílio Rodrigues e o Comitê Gestor da época.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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