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Futebol

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Brasil aproveita fragilidade do Haiti e desencanta na Copa com protagonismo de Vini Jr

Atacante do Real Madrid participa dos três gols na vitória por 3 a 0 que deixa a seleção brasileira na liderança de seu grupo; Endrick ganha primeiros minutos no Mundial e Raphinha sai lesionado

19 jun 2026 - 23h42
(atualizado às 23h46)
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Foi necessário enfrentar um rival frágil tecnicamente, o Haiti, para o Brasil desencantar na Copa do Mundo. A vitória por 3 a 0 sobre os haitianos nesta sexta-feira, na Filadélfia, alivia a pressão sobre os atletas e a comissão técnica e fortalece Vini Jr, o protagonista da equipe no torneio até agora.

Todos os quatro gols que fez a seleção na competição passaram de alguma maneira pelo astro do Real Madrid, que balançou a rede uma vez no Estádio Lincoln Financial Field, dominado por brasileiros.

Foram do camisa 7 também a finalização que resultou no primeiro gol de Matheus Cunha e o passe para Cunha ampliar no primeiro tempo, etapa em que foi construído com tranquilidade o triunfo, valendo-se da debilidade da seleção caribenha, a última colocada no ranking da Fifa (85ª) entre todos os 48 países que disputam a Copa do Mundo.

Os haitianos tiveram dificuldades para se defender, mas provaram não ser um "saco de pancada" e ainda exigiram duas providenciais defesas de Alisson na etapa final. O Brasil terá de mostrar mais futebol para ter vida longa neste Mundial.

Há quase três anos sem Neymar, que ninguém sabe quando nem se volta, e possivelmente também sem Raphinha - o atacante foi substituído no primeiro tempo, sentido dores na parte posterior da coxa - a seleção brasileira parece finalmente poder confiar em Vini.

Foi elogiável a postura do jogador, eleito o melhor do mundo em 2024. Ele até cometeu velhos erros, como segurar demais a bola no ataque, mas não se escondeu em campo e ajudou a fazer fluir o jogo dos companheiros, caso de Lucas Paquetá. Muito criticado pelo desempenho ruim na estreia, o meia do Flamengo mostrou entrosamento com o atacante revelado pelo time rubro-negro.

Cara nova na escalação inicial, Matheus Cunha aproveitou a oportunidade que Ancelotti lhe deu e ganhou pontos com o chefe. Esteve no momento certo para fazer o primeiro gol, de oportunismo, e, no segundo, mostrou precisão na conclusão de canhota. Foi a prova de que tem mais bola que Igor Thiago, um dos piores em campo contra o Marrocos.

A outra mexida de Ancelotti entre os 11 que começaram o jogo foi Danilo na vaga de Ibañez. O experiente defensor fez partida segura na lateral-direita e deve continuar na equipe.

Vini Jr participou de todos os gols do Brasil na Copa do Mundo
Vini Jr participou de todos os gols do Brasil na Copa do Mundo
Foto: Werther Santana/Estadao / Estadão

Os haitianos deram os espaços que queria a seleção brasileira, que não transformou em goleada a vitória por milímetros que deixaram Raphinha e Endrick impedidos quando balançaram a rede. Ambos os impedimentos foram rapidamente confirmados pela tecnologia.

Endrick foi muito festejado pela torcida quando ganhou de Ancelotti os merecidos minutos em campo. O jovem astro do Real Madrid substituiu Matheus Cunha e teve 30 minutos para mostrar serviço.

A bola não chegou tantas vezes ao atacante, que não teve mais chance para marcar fora o gol impedido. Quando Éderson perdeu gol próximo à trave após cruzamento de Martinelli, Endrick apenas pôde lamentar por não ter tido ele a oportunidade.

A vitória deixa o Brasil na liderança do Grupo C e com a classificação à segunda fase encaminhada. Tem os mesmos quatro pontos do vice-líder Marrocos, e lidera a chave por ter construído maior saldo de gols. Sem pontos, o Haiti é o lanterna.

Vitória sobre o Haiti deixa o Brasil na liderança do Grupo C da Copa do Mundo
Vitória sobre o Haiti deixa o Brasil na liderança do Grupo C da Copa do Mundo
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

O objetivo dos comandados de Ancelotti é assegurar a classificação em primeiro lugar para ter, em teoria, uma vida mais tranquila no mata-mata, escapando dos adversários do primeiro escalão.

O Brasil fecha a primeira fase contra a Escócia. O jogo está marcado para o dia 24, quarta-feira, às 19h (de Brasília), em Miami.

BRASIL 3 x 0 HAITI

  • BRASIL: Alisson; Danilo; Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Ederson) e Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Raphinha (Rayan), Matheus Cunha (Endrick) e Vini Jr (Danilo). Técnico: Carlo Ancelotti.
  • HAITI: Placide; Arcus (Simon), Duverne, Ricardo Adé, Delcroix e Expérience; Casimir (Deedson), Jean Jacques, Bellegarde (Etienne Jr.) e Providence (Joseph); Pierrot (Isidor). Técnico: Sébastien Migné.
  • GOLS: Matheus Cunha, aos 22 e aos 35, e Vini Jr, aos 47 do 1ºT.
  • ÁRBITRO: Alejandro Hernández (Espanha).
  • CARTÕES AMARELOS: Arcus, Pierrot, Douglas Santos, Jean Jacques.
  • PÚBLICO: 68.324 torcedores.
  • RENDA: Não divulgada.
  • LOCAL: Lincoln Financial Field, Filadélfia, EUA.
Estadão
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