Opinião: Brasil supera medo do ‘muito forte’ Haiti, vence a pior equipe da Copa mas não empolga mesmo com Endrick em campo
Carlo Ancelotti ouviu os gritos da torcida pelo jovem atacante, que aproveitou a chance e provou que merece estar entre os titulares
O Haiti ocupa a pior posição entre as 48 Seleções participantes desta Copa. No ranking da Fifa, aparece somente na 85° posição.
Durante a semana, os jogadores Douglas Santos e Danilo falaram sobre a expectativa do confronto contra o Haiti e destacaram a força física e intensidade da equipe caribenha, pregando respeito sem prometer uma goleada.
“O Haiti é muito forte fisicamente, que tem intensidade, muito qualificada. Será um jogo muito difícil. Não podemos ter a soberba de falar que é o Haiti e golear. Temos que ter os pés no chão e a humildade”, pregou Douglas. “Falar de quantos gols é uma expectativa muito elevada e falta de respeito com o futebol de hoje em dia”, explicou Danilo.
E a tal da “ansiedade” que assombrou os jogadores brasileiros no primeiro jogo contra o Marrocos se fez presente até os 23 minutos do primeiro tempo contra o Haiti. Num rebote do goleiro e disputa na área, a bola bateu em Matheus Cunha e entrou no gol de Placide. E a Seleção aparentava que havia entrado na Copa pra valer. Aos 36 minutos Matheus Cunha, de novo ele, fez um belo gol. Vini Jr. fechou com outro golaço aos 48. Única notícia ruim do primeiro tempo foi a saída de Raphinha, que sentiu dores e deu espaço para Rayan.
Quem esperava que o time voltasse para o segundo tempo com a intensidade que terminou o primeiro se frustrou completamente. Sem brilho e fazendo um jogo sonolento, Carlo Ancelotti ouviu os gritos da torcida presente no estádio da Filadélfia e colocou Endrick em campo aos 19 minutos. Aos 33, o jovem atacante chutou e marcou seu gol, mas estava em posição de impedimento. Mas mostrou seu conhecido faro de gol e estrela que tem. A depender da lesão de Raphinha e o ‘sumiço’ de Rayan em campo, que nada fez durante todo o jogo, provou que está à frente de Igor Thiago e Luiz Henrique, bem mais à vontade em vestir a camisa da Seleção. Zero peso nas costas.
O Brasil venceu a pior equipe da Copa, mas não empolgou. Jogou bem somente nos 12 minutos finais da primeira etapa. E não entregou mais nada. A boa notícia é que Endrick fez sua estreia na Copa e mostrou para Ancelotti que tem competência para ser titular.
A Seleção precisa jogar muito mais bola para, quem sabe, vencer de forma mais convincente a Escócia na próxima semana e embalar para encarar seu primeiro grande desafio neste Mundial: Japão ou Holanda. Talvez com Neymar e Endrick juntos em campo, numa passagem definitiva do bastão geracional.
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