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Ancelotti tenta aplicar na seleção o estilo camaleônico que o consagrou em clubes

Com poucos jogos e tempo limitado, o técnico italiano precisa testar e ajustar a equipe nacional

4 set 2025 - 08h10
(atualizado às 11h16)
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Resumo
Carlo Ancelotti busca aplicar seu estilo adaptável e vencedor na seleção brasileira, enfrentando o desafio de pouco tempo para ajustes antes da Copa do Mundo.

Aos 66 anos, Carlo Ancelotti vai debutar como treinador no Maracanã. O técnico da seleção brasileira terá, portanto, de se acostumar às emoções que o estádio costuma despertar nos amantes de futebol. Mas ter sucesso na adaptação às circunstâncias é uma constante na carreira do italiano. Seja no campo tático ou nas relações humanas. Não à toa, trata-se de um dos maiores vencedores da história do esporte.

Já no primeiro grande trabalho, no Milan, Ancelotti fez ajustes para acomodar os talentos do elenco. Gattuso marcava à frente de Pirlo, Kaká tinha liberdade para flutuar e sempre havia um centroavante para finalizar: Inzaghi se consagrou assim. E com transições graduais de geração, sem grandes traumas. Rui Costa foi um que acabou perdendo espaço numa equipe multicampeã.

Carlo Ancelotti comanda treino da seleção brasileira na véspera do jogo com o Chile, na Granja Comary.
Carlo Ancelotti comanda treino da seleção brasileira na véspera do jogo com o Chile, na Granja Comary.
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

São muitos os exemplos das faces de camaleão do atual treinador do Brasil ao longo da carreira. No Napoli, no Chelsea, no Bayern de Munique... mas foi nas duas passagens pelo Real Madrid que o técnico italiano se consolidou como lenda. Ao ponto de estar muito perto de encerrar a passagem no clube espanhol em 2023, em meio a maus momentos da equipe, mas reverteu o quadro e teve o vínculo renovado no fim daquele ano.

Em diferentes clubes, Ancelotti mudou função de jogadores, adaptou sua equipe a adversários diferentes com êxito... e conseguiu, assim, um total de cinco títulos da Champions League. Sem contar os campeonatos nacionais e taças. Na seleção, o que ele precisa é testar, ajustar e ganhar. Tão simples de dizer quanto complexo para executar.

As circunstâncias passam longe das ideais. São poucos jogos até a Copa, poucas atividades com o elenco e um elenco que precisa ser definido em breve. É muita coisa? Nitidamente. Mas poucos profissionais mostraram, no futebol mundial atual, tamanha capacidade de se adaptar aos cenários que se impõem quanto Carlo Ancelotti.

"Essa equipe pode jogar em diferentes sistemas. Depende do tipo de jogo que queremos fazer. A ideia que temos é de seguir a mesma ideia do jogo contra o Paraguai. Contra a Bolívia podemos mudar esse sistema", disse Ancelotti na entrevista coletiva desta quarta-feira.

O treinador quer, deste modo, que a equipe tenha tanta capacidade de adaptação quanto ele.

Já classificada para a Copa do Mundo de 2026, a seleção brasileira encara o Chile, no Rio, às 21h30 (de Brasília), pela penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas.

Estadão
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