FPF fica de fora da comissão que vai definir novo formato da Copa do Nordeste
A mudança está sendo conduzida por uma comissão formada por cinco federações estaduais: Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará, Paraíba e Sergipe.
A Copa do Nordeste, uma das competições mais tradicionais e importantes do futebol regional, terá seu formato reformulado para a edição de 2026. A mudança está sendo conduzida por uma comissão formada por cinco federações estaduais: Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará, Paraíba e Sergipe.
A Federação Pernambucana de Futebol (FPF), que representa três dos principais clubes da competição — Sport, Santa Cruz e Náutico — não faz parte do grupo que está definindo as novas regras e estrutura da competição.
Nomeada pela CBF em agosto, a comissão tem a missão de elaborar um regulamento atualizado e propor ações que fortaleçam a Copa do Nordeste, buscando garantir a sustentabilidade e maior representatividade no cenário esportivo. O grupo é liderado por José Vanildo, presidente da Federação do Rio Grande do Norte, e conta ainda com os presidentes das federações de Alagoas, Ceará, Paraíba e Sergipe. A ausência da FPF, que é uma das mais influentes federações da região, é sentida por muitos torcedores e especialistas.
A decisão pode refletir divergências internas ou estratégias políticas, mas cria um cenário delicado para os clubes pernambucanos, que historicamente são protagonistas do torneio. Com contratos de transmissão em renegociação e a necessidade de adaptar o calendário do futebol brasileiro, a reformulação da Copa do Nordeste é um momento crucial para o futuro da competição e seus participantes.
O novo formato da Copa do Nordeste ainda será divulgado oficialmente pela CBF, mas já se sabe que a competição sofrerá mudanças significativas para reduzir a duração do torneio, otimizar a quantidade de jogos e aumentar o engajamento do público. A expectativa é que essas alterações também impactem diretamente os clubes pernambucanos, que poderão ter menos partidas ou novas regras para sua participação.
A ausência da FPF nas discussões pode enfraquecer a voz de Pernambuco no Nordeste e gerar descontentamento entre os times locais. Ë fundamental que a Federação Pernambucana participe ativamente das decisões para defender os interesses da região e garantir que o futebol pernambucano mantenha seu protagonismo na Copa do Nordeste.
Enquanto isso, as federações presentes na comissão seguem trabalhando para apresentar a proposta final até outubro, quando o calendário oficial do futebol brasileiro será divulgado.
A expectativa é de que a nova fórmula da Copa do Nordeste traga mais competitividade e sustentabilidade, mas o papel da FPF e sua possível participação futura ainda são dúvidas no cenário atual.