Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Logo do Fluminense

Fluminense

Favoritar Time

Do início ao fim, sete momentos da passagem de Muricy pelo Flu

15 mar 2011 - 07h40
(atualizado às 07h51)
Compartilhar
Murilo Borges
Direto de Campinas

Jogador de futebol não é herói. Muito menos o técnico. Chamado de "burro" a cada erro na montagem do time, o treinador está mais para vilão do que salvador. Muricy Ramalho não é diferente. Já viveu o céu ao conquistar quatro dos últimos cinco Campeonatos Brasileiros, mas também sabe o outro lado da moeda. Mesmo assim, o Terra apresenta aqui a "Jornada de Herói" do treinador desde que assumiu o Fluminense, no fim de abril de 2010.

A chamada "Jornada de Herói" consiste em fases vividas por qualquer personagem, seja ele do mundo ficcional ou real. É muito utilizada em fábulas infantis e filmes hollywoodianos, mas pode, também, ser adaptada ao futebol. Basta lembrar o exemplo de Ronaldo, que passou por todas as provações antes de virar o "herói" do pentacampeonato mundial em 2002. Veja abaixo a jornada de Muricy no Rio de Janeiro.

1. O cotidiano

Demitido em fevereiro pelo Palmeiras, Muricy tirou quase dois meses de férias quando foi convidado a assumir o Fluminense. O momento não era dos melhores. O time tricolor fora eliminado do Campeonato Carioca e estava em crise. Muricy chegou e, mesmo respaldado por diretoria e torcida, amargou a saída da Copa do Brasil diante do Grêmio, no início de maio. Iniciou a campanha no Brasileiro de forma irregular, mas aos poucos foi melhorando.

2. O chamado à aventura

As coisas começam a melhorar para o Fluminense de Muricy. Com um time acertado na defesa e reforçado por Washington, ganha confiança e, no dia 22 de julho, assume a liderança do Brasileiro ao vencer o Cruzeiro no Maracanã. No dia seguinte, o treinador se reúne com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e recebe convite para assumir a Seleção Brasileira, sem técnico desde a saída de Dunga, dias antes (notícia dada com exclusividade pelo Terra). Muricy sai da reunião como treinador da Seleção, mas tinha um porém...

3. A recusa do chamado

O porém se chamava Fluminense. Por ter contratado o treinador a peso de ouro meses antes, o time carioca não aceitou nem conversar com a CBF - a briga política entre o clube e a entidade também pesou na decisão. De mãos atadas, Muricy Ramalho descarta assumir a Seleção Brasileira, diz que honrará seu contrato com o Flu e abre caminho para a ida de Mano Menezes ao posto mais desejado do futebol brasileiro.

4. Os testes

O período pós-Seleção torna-se um marco para Muricy no Fluminense. O treinador renova contrato até o fim de 2012 e vira Deus no Rio de Janeiro, amado por torcida e diretoria. Em campo, porém, as coisas não são mais as mesmas. O time começa a tropeçar, perde seus primeiros jogos no campeonato e vê Corinthians e Cruzeiro ameaçarem seu reinado, até então tranquilo no torneio. Seria a hora de mudar?

5. A internalização

A derrota para o Corinthians em pleno Engenhão faz o Fluminense acordar no torneio. Era hora de juntar os cacos ou abrir mão do torneio. Fred, craque do time, seguia no departamento médico. Deco, reforço mais caro, estava em má fase. Washington, contratado para suprir a carência do ataque, dava início ao jejum de gols. Como resolver? Ao estilo Muricy: reforçar a defesa, aumentar o poder de marcação no meio-campo e dar a Conca a chance de resolver os jogos.

6. A recompensa

A mudança surte efeito, mesmo que a longo prazo. Ainda com alguns tropeços, como o empate contra Grêmio Prudente e Goiás, dois dos piores times do torneio, o Fluminense se consolida como sério candidato ao título. Na reta final, beneficia-se de tropeços de Corinthians e Cruzeiro e, na base do sufoco, sagra-se campeão brasileiro depois de 16 anos. O título é confirmado com magra vitória por 1 a 0 sobre o já rebaixado Guarani. O gol é de Emerson, que vinha de lesão.

7. O retorno ao cotidiano

Título brasileiro já faz parte da rotina de Muricy. Ser eleito o melhor treinador do País, idem. Portanto, nada de novidade para o treinador. Os problemas começam em 2011. Com reforços de peso, o Fluminense entra como favorito, mas tropeça nas próprias pernas. Jogadores importantes, como Diogo, Conca, Deco e Fred, machucam-se e viram desfalques constantes. Na Libertadores, três partidas, nenhuma vitória e quase eliminação. Irritado com as condições de trabalho, Muricy pede a liberação e volta ao cotidiano que largara pouco menos de um ano antes.

Em 11 meses de Fluminense, Muricy Ramalho viveu "Jornada de Herói", com apogeu e queda; relembre sete passos da passagem do treinador pelas Laranjeiras
Em 11 meses de Fluminense, Muricy Ramalho viveu "Jornada de Herói", com apogeu e queda; relembre sete passos da passagem do treinador pelas Laranjeiras
Foto: Wallace Teixeira/Photocamera / Divulgação
Fonte: Especial para Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra