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Final feminina dos 400m com barreiras vê 'chuva' de recordes

Duas primeiras colocadas, dos EUA, quebram marca mundial da prova e até a medalhista de bronze bate o recorde olímpico nos Jogos de Tóquio

4 ago 2021 02h08
| atualizado em 21/8/2021 às 14h29
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A final dos 400 metros com barreiras feminino dos Jogos Olímpicos de Tóquio foi uma das mais sensacionais provas do atletismo desta Olimpíada, com direito a uma impressionante ultrapassagem no final da vencedora e a quebra de recorde mundial da dobradinha norte-americana que teve Sydney McLaughlin conquistando o ouro e Dalilah Muhammad faturando a prata.

Chegada da prova dos 400m com barreiras, com as três primeiras colocadas quebrando recordes
Chegada da prova dos 400m com barreiras, com as três primeiras colocadas quebrando recordes
Foto: Kirby Lee-USA TODAY Sports/Reuters

Dalilah dominava completamente a disputa quando Sydney, num sprint final muito forte, acelerou para cruzar com 51s46, quebrando a própria marca mundial da prova, de 51s90, que já era dela e havia sido estabelecida recentemente, em junho deste ano.

A marca de Muhammad, com 51s58 para ficar em segundo lugar, também seria suficiente para quebrar o recorde mundial. Mas, apesar do seu ótimo desempenho, ela não conseguiu impedir a ultrapassagem de sua compatriota nos 40 metros derradeiros em arrancada fantástica, saindo do terceiro lugar para o topo do pódio.

O nível da prova foi tão alto que as três primeiras colocadas quebraram o recorde olímpico. Até mesmo a holandesa Femke Bol, que assegurou o bronze com o tempo de 52s03, bateu com certa folga a marca que pertencia à jamaicana Melaine Walker, que era de 52s64 e havia sido conquistado nos Jogos de Pequim-2008.

Recorde atrás de recorde

Vale lembrar que a final masculina dos 400m com barreiras também foi histórica no dia anterior de disputas da Olimpíada de Tóquio. O medalhista de ouro foi o fenômeno norueguês Karsten Warholm, que marcou 45s94 e pulverizou o recorde mundial. Já a prata foi obtida pelo norte-americano Raj Benjamin, com 46s17.

Com o tempo de 46s72, o brasileiro Alison dos Santos quebrou o recorde sul-americano novamente, o que já havia feito nas semifinais da prova, e garantiu o bronze. A marca dos três primeiros colocados foram as três melhores da história, evidenciando o altíssimo nível técnico desta decisão por medalhas na capital japonesa.

 

Estadão
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