Fifa abandona plano de vender participação em subsidiária avaliada em US$20 bi
A Fifa anunciou nesta sexta-feira que não dará continuidade à sua proposta de vender uma parte de seu império empresarial a investidores externos, depois que o projeto encontrou forte resistência por parte de algumas de suas federações-membros.
O plano da Fifa era arrecadar até US$4,2 bilhões com a venda de cerca de 20% das ações de uma nova unidade que administraria os eventos da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, avaliando-a em US$20 bilhões.
A proposta, divulgada na terça-feira, encontrou resistência imediata liderada pela Uefa, órgão que rege o futebol europeu, que acusou a Fifa de colocar a "alma" do esporte à venda.
"Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao objetivo estabelecido inicialmente", afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em comunicado.
"Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Por isso, essa proposta não seguirá adiante."
Carlos Cordeiro, assessor sênior do presidente da Fifa, Gianni Infantino, renunciou nesta sexta-feira em protesto contra o plano, e o diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, afirmou que a equipe foi "enganada" por Infantino, descrevendo a proposta como um "projeto de uma só pessoa".
A Fifa propôs a criação de uma subsidiária de US$20 bilhões, a Fifa Forward Enterprise (FFE), para administrar a Copa do Mundo e seus outros eventos.
A Thrive Eternal, um fundo administrado pela Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, deveria liderar o grupo de investidores proposto, informou a Fifa. Joshua é irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump.
A Fifa tinha afirmado anteriormente que não levaria adiante o plano sem o apoio da maioria de suas federações associadas.
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