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Casillas assume pior jogo da carreira e dá adeus a recorde

13 jun 2014
20h40
atualizado às 21h09
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Iker Casillas estava a 86 minutos de se tornar o goleiro com mais tempo sem ser vazado na história das Copas, mas uma atuação individual desastrosa, aliada à apatia da Espanha no segundo tempo do massacre por 5 a 1 sofrido para a Holanda, transformou o jogo em um martírio. Após falhas em pelo menos dois gols, o capitão foi o jogador mais abatido entre os atuais campeões.

<p>Após atuação desastrosa, Casillas perdeu chance de superar recorde de minutos sem levar gols em Copas</p>
Após atuação desastrosa, Casillas perdeu chance de superar recorde de minutos sem levar gols em Copas
Foto: AFP

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"Não estivemos à altura do jogo, e eu principalmente", assumiu. "A minha atuação pessoal foi uma das piores de que me lembro, para não dizer a pior que já fiz com a seleção. Mas temos que esquecer desse jogo e pensar no Chile. Não adianta pensar lá na frente, tem que pensar na quarta-feira, porque se não ganharmos, praticamente damos adeus ao Mundial".

Casillas entrou em campo com a marca de 432 minutos invicto em Mundiais – o último gol sofrido por ele havia sido na primeira fase de 2010, na vitória por 2 a 1 sobre o Chile. Precisava ficar mais 86 minutos sem levar gols para superar o italiano Walter Zenga, que passou 517 minutos sem ser vazado na Copa de 1990. E começou bem: aos 8min, pegou uma bola cara a cara de Sneijder.

A Espanha controlou o primeiro tempo e podia ter feito 2 a 0 se David Silva não tivesse perdido chance clara na frente de Cillessen. E pouco depois, o recorde de Casillas foi por água abaixo: após lançamento primoroso de Blind para Van Persie, o goleiro espanhol se adiantou um pouco, esperando o domínio do holandês. Mas o atacante surpreendeu a todos ao mergulhar e cabecear de primeira, encobrindo o capitão espanhol, que ficou sem reação.

No segundo tempo, continuou o pesadelo de Iker. Ele não pôde fazer nada para evitar o gol de Robben, que cortou Piqué dentro da área e bateu forte. Mas aos 19min, ele saiu mal e deixou passar o cruzamento de Sneijder, que De Vrij completou para fazer o terceiro – a Espanha reclamou de falta de Van Persie, que realmente existiu, mas Casillas já havia saído do gol equivocadamente quando o atacante trombou com ele.

O quarto gol simbolizou a noite catastrófica do goleiro. Ao tentar dominar um passe simples para trás, ele deu um péssimo toque de pé esquerdo, e a bola escapou alguns metros à frente. Van Persie foi mais rápido para chegar primeiro na bola, driblar Casillas e chutar para o gol vazio. No fim, Robben deixou o capitão espanhol deitado no chão antes de fechar a humilhação.

"Agora é questão de fazer as coisas tranquilamente", disse o camisa 1, que amargou o banco do Real Madrid durante o último Campeonato Espanhol, mas foi titular na Liga dos Campeões e na Copa do Rei. "É fácil agora um olhar para o outro, um jogar a culpa no outro. O time tem que ser humano, e ajudar sempre aquele que está mais perto. É levantar, aguentar, treinar e pensar no próximo jogo". De fato, para Casillas, esse foi o clássico jogo para se esquecer.

Fonte: Terra
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