Equilíbrio e desconfiança marcam grupo A da Copa do Mundo
México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca sonham com mata-mata
O grupo A da Copa do Mundo de 2026, que conta com o anfitrião México, é um dos mais equilibrados da competição, no qual todas as seleções podem ambicionar uma vaga no mata-mata, mas também temer uma eliminação precoce.
Os mexicanos enfrentarão África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca, com o objetivo de tentar pelo menos igualar sua melhor campanha em Mundiais: as quartas de final em 1970 e 1986, quando também organizou o evento.
Após ter caído na fase de grupos na Copa de 2022, o México passou por transformações ao longo do último ciclo e hoje aposta em uma nova geração de jogadores para ir longe, mas chega à competição cercado de incertezas quanto a seu desempenho.
Desde o título da Copa Ouro sobre os Estados Unidos, em setembro de 2025, o país realizou 11 amistosos, com três vitórias (Panamá, Bolívia e Islândia), seis empates (Japão, Coreia do Sul, Equador, Uruguai, Portugal e Bélgica) e duas derrotas, incluindo uma goleada por 4 a 0 diante da Colômbia ? a outra foi para o Paraguai, por 2 a 1.
Uma das principais apostas é o jovem meio-campista Gilberto Mora, revelação de 17 anos do Tijuana, cotado para assumir a titularidade e abastecer um ataque mais experiente, com nomes como o ponta-esquerda Alexis Vega (Toluca) e o centroavante Raúl Jiménez (Fulham).
O experiente goleiro Guillermo Ochoa (AEL Limassol), um astro das Copas do Mundo, também marcou presença na convocação do veterano treinador Javier Agurre, embora não como titular.
A Coreia do Sul fez uma campanha invicta nas Eliminatórias, liderada pelo ex-astro da Premier League Son Heung-min, hoje no Los Angeles FC, mas as goleadas impostas por Brasil (5 a 0) e Costa do Marfim (4 a 0) em amistosos recentes, além da derrota por 1 a 0 para a Áustria, aumentaram os questionamentos sobre os Tigres da Ásia.
Ponta-esquerda de qualidade, Son deve aparecer na função de 9 para ser acionado por Kang-in Lee, meio-campista do Paris Saint-Germain que acumula 36 jogos, quatro gols e cinco assistências na temporada. O técnico é Hong Myung-bo, que participou da histórica campanha de 2002, mas é questionado pela torcida por conta dos problemas coletivos do time, apesar do bom nível técnico de alguns jogadores.
Já a República Tcheca retorna à Copa do Mundo depois de 20 anos, mas garantiu sua vaga apenas na repescagem, superando Irlanda e Dinamarca nos pênaltis.
O time deve apostar em um jogo altamente físico, linha de defesa recuada e bolas aéreas no ataque, onde conta com o ex-Roma Patrik Schick, atualmente no Bayer Leverkusen e referência técnica da equipe.
Outra seleção que volta ao Mundial após uma longa ausência é a África do Sul, que não disputa o torneio desde que o sediou, em 2010. Líderes de seu grupo nas Eliminatórias, superando a tradicional Nigéria, os "bafana bafana" viram a desconfiança crescer devido à campanha na última Copa Africana de Nações, quando caiu para Camarões nas oitavas de final.
Treinada pelo belga Hugo Broos, a equipe é uma mistura entre os dois principais times do país ? Mamelodi Sundowns e Orlando Pirates ?, combinando posse de bola desde a defesa e meia-atacantes incisivos, embora o centroavante Lyle Foster (Burnley), caso raro de jogador com experiência na Europa, seja questionado. Já na defesa, o destaque é Mbekezeli Mbokazi (Chicago Fire), de 20 anos, cogitado no futebol europeu. .
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