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Entre lágrimas e menos talento, seleção brasileira mantém Ancelotti

Eliminação para Noruega fez país amargar seu maior jejum em Copas

6 jul 2026 - 17h05
(atualizado às 17h13)
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Raiva, decepção e resignação. Além disso, a consciência de que, no futebol do novo milênio, mesmo no Brasil, para vencer não basta ser a seleção mais vitoriosa da história. Também são necessários talento, organização e força. A Amarelinha fracassou em mais uma Copa do Mundo, abalando seus torcedores, desolados diante de uma nova e dolorosa eliminação, a sexta consecutiva.

Eliminação para Noruega fez país amargar seu maior jejum em Copas
Eliminação para Noruega fez país amargar seu maior jejum em Copas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As lágrimas de Neymar ao final da partida são as de um povo inteiro. Contudo, desta vez, a sensação é de que o fundo do poço foi atingido. A derrota para a Noruega marcou dois recordes negativos: nunca o Brasil havia ficado seis Copas consecutivas sem conquistar o título e, com isso, o jejum chegará a 28 anos. Além disso, a seleção voltou a ser eliminada nas oitavas de final, algo que não acontecia desde a edição de 1990, quando perdeu para a Argentina.

Esse jejum vem sendo apelidado de "a maldição do hexa". Ao mesmo tempo, a imagem das comemorações de Erling Haaland e seus companheiros de equipe, além do eco do tambor tocado pelo artilheiro norueguês para animar a torcida, entrou para a galeria dos horrores do futebol brasileiro. Como quase sempre acontece, nas horas que antecederam a partida, torcedores e analistas demonstravam grande confiança no sucesso.

"Haaland é bom, mas nós somos o Brasil" era o mantra repetido na TV e também nos bares lotados de pessoas vestindo a Amarelinha. Um povo que, apesar dos reveses, a cada quatro anos esquece tudo e volta a sonhar. No entanto, nesta manhã, acordou com um gosto amargo na boca por ter perdido mais uma vez para uma seleção que nunca conquistou um grande título.

Isso já havia acontecido em 2018, quando o Brasil foi derrotado pela Bélgica, e em 2022, diante da Croácia. Como costuma ocorrer nesses momentos, busca-se um bode expiatório para descarregar a frustração de um país que já dominou o futebol mundial e hoje convive com sucessivas decepções. E, no banco dos réus dos julgamentos do dia seguinte, quem acaba sendo apontado é Carlo Ancelotti.

Logo após a eliminação, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) garantiu que ele continuará como técnico da seleção também no ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030, que será disputada na Espanha, em Portugal e no Marrocos. Ninguém pediu abertamente sua demissão, mas muitos criticaram suas decisões.

As acusações são basicamente duas: fazer a equipe jogar mal e errar na escolha do cobrador do pênalti. Muitos não aceitaram que o primeiro técnico estrangeiro da história da seleção brasileira tenha feito o time atuar de forma excessivamente passiva, em um estilo considerado tipicamente italiano. Outros contestaram a decisão de colocar Neymar no lugar de Rayan, deslocando Endrick para a direita, apesar de ele ser um atacante de referência. Além disso, os dois gols da Noruega nasceram justamente pelo lado do jovem atacante.

Os críticos também afirmaram que os três homens de frente praticamente desistiram de pressionar no segundo tempo, deixando espaços para os noruegueses. No entanto, a principal indignação recaiu sobre a decisão de escalar Bruno Guimarães como cobrador do pênalti, em vez de Vinicius Junior.

Ancelotti se defendeu afirmando que, entre os jogadores em campo, o volante apresentava as melhores estatísticas. A justificativa, porém, não convenceu boa parte da opinião pública, já que o treinador foi acusado de ignorar o fato de que, em toda a carreira, o jogador do Newcastle havia cobrado e convertido apenas três pênaltis nessas circunstâncias.

Por outro lado, os defensores do treinador italiano lembram que, embora Vinicius Junior tenha convertido 13 cobranças, também desperdiçou seis. .

Ansa - Brasil
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