Decisão surpreendente atinge campeões olímpicos e muda cenário mundial
World Athletics nega troca de nacionalidade de 11 atletas para Turquia após identificar estratégia estatal de recrutamento com contratos lucrativos
A World Athletics rejeitou pedidos de mudança de nacionalidade de 11 atletas que pretendiam defender a Turquia em competições internacionais. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira e envolve esportistas de quatro países.
Estratégia de recrutamento trava transferências
Segundo a entidade, os pedidos fazem parte de uma "estratégia coordenada de recrutamento" liderada pelo governo turco, com apoio de um clube estatal que oferecia contratos financeiros atrativos para atrair atletas estrangeiros.
Dünya Atletizm Birliği (WA), 11 üst düzey atletin Türkiye için yarışma taleplerini reddetti.
Türk hükümetinin "yüksek meblağlar içeren sözleşmelerle yabancı atletleri transfer etme stratejisi" olduğunu tespit eden WA, başvuruları geri çevirdi.
Dünya Atletizm Birliği, bir… pic.twitter.com/p0PlT2sXXl
— Onedio (@onedio) April 16, 2026
O Painel de Revisão de Nacionalidade entendeu que aprovar as transferências comprometeria princípios fundamentais das regras, como a integridade das competições e a necessidade de vínculo real entre atleta e país representado.
Medalhistas olímpicos estão entre os afetados
A lista inclui nomes de peso do atletismo mundial, como Rojé Stona, campeão olímpico no lançamento de disco em Paris 2024, além de Brigid Kosgei, medalhista em Tóquio 2020.
Também aparecem atletas como Rajindra Campbell, Ronald Kwemoi e Wayne Pinnock, todos com participações e pódios em Jogos Olímpicos.
Regras rígidas para mudança de bandeira
A World Athletics reforçou que existem critérios rigorosos para transferências de nacionalidade, incluindo período mínimo de três anos e comprovação de ligação com o novo país.
The World Athletics Nationality Review Panel has today refused the applications of 11 athletes seeking to transfer their allegiance to Türkiye.
Full press release https://t.co/TxlnT5dvdO pic.twitter.com/sou4KZXXAH
— World Athletics (@WorldAthletics) April 16, 2026
A entidade destacou ainda que os atletas seguem liberados para competir em eventos de clubes ou morar na Turquia, mas não poderão representar o país em competições oficiais.
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