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Curling: curioso esporte que conquista os Jogos de Inverno

Curling: descubra o curioso esporte dos Jogos de Inverno, entenda suas regras e conheça as quadras de Curling no Brasil

9 fev 2026 - 19h02
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O curling aparece nas transmissões dos Jogos Olímpicos de Inverno e costuma chamar atenção. As pedras deslizando no gelo, as vassouras e os gritos estratégicos criam uma cena diferente para quem está acostumado apenas ao futebol e a outros esportes mais comuns no Brasil. Apesar disso, a modalidade segue regras claras e combina precisão, trabalho em equipe e muita leitura de jogo.

O esporte nasceu em regiões frias da Europa, especialmente na Escócia. Desde então, ganhou espaço em países como Canadá, Suécia e Suíça. Nesses locais, a prática de curling faz parte da cultura esportiva de inverno. O cenário no Brasil é bem diferente, porém já existe um movimento organizado, mesmo com pouca estrutura física e desafios climáticos evidentes.

Curling – depositphotos.com / ronstik
Curling – depositphotos.com / ronstik
Foto: Giro 10

O que é curling e como esse esporte funciona?

O curling acontece em uma pista de gelo longa e estreita. Dois times se enfrentam e cada equipe lança pedras de granito em direção a um alvo circular, chamado de "casa". Os jogadores deslizam as pedras com cuidado. Em seguida, os companheiros varrem o gelo à frente da pedra para alterar velocidade e direção.

Essa varrição esquenta levemente a superfície. Então, a pedra percorre uma distância maior ou muda o trajeto alguns centímetros. Cada detalhe conta. Por isso, a equipe precisa conversar o tempo todo. O objetivo final segue uma lógica simples: colocar mais pedras próximas ao centro do alvo do que o adversário ao final de cada parcial, que recebe o nome de "end".

As posições dentro da equipe também influenciam muito. O "lead" lança as primeiras pedras e prepara o cenário. O "second" e o "third" desenvolvem jogadas intermediárias. Já o "skip" comanda a estratégia, orienta a varrição e lança as últimas pedras. Dessa forma, o curling exige raciocínio rápido, regularidade e boa leitura da pista.

Curling – depositphotos.com / jamieroach
Curling – depositphotos.com / jamieroach
Foto: Giro 10

Por que o curling virou destaque nos Jogos de Inverno?

O curling aparece com frequência na programação dos Jogos de Inverno porque oferece partidas longas e cheias de reviravoltas. Cada jogada pode mudar o placar de forma significativa. Ao mesmo tempo, o contato físico não faz parte da dinâmica. Portanto, o foco recai sobre a tática, o controle emocional e a qualidade técnica dos atletas.

Os Jogos Olímpicos de Inverno reúnem diferentes versões da modalidade. O torneio masculino e o feminino seguem o formato tradicional de quatro jogadores em cada equipe. O evento também inclui o curling de duplas mistas, que reduz o número de atletas e acelera o jogo. Essa variedade amplia o interesse do público e das emissoras de TV.

Enquanto muitos esportes de inverno dependem quase só de capacidade física, o curling valoriza leitura de ângulos, cálculo e planejamento. Com isso, várias faixas etárias conseguem praticar a modalidade em nível recreativo. Em países onde o gelo faz parte do cotidiano, famílias inteiras frequentam clubes de curling durante a temporada fria.

Há quadras de curling no Brasil atualmente?

A pergunta sobre a existência de quadras de curling no Brasil surge sempre que o esporte aparece na TV. O país não possui, até 2025, uma arena permanente dedicada apenas ao curling com gelo natural. Porém, grupos organizados montam estruturas temporárias em rinques de patinação e centros de lazer com gelo artificial.

Esses espaços adaptados recebem treinamentos esporádicos e pequenas exibições. A Confederação Brasileira de Desportos no Gelo coordena iniciativas para desenvolver a modalidade. Atletas brasileiros treinam parte do tempo no exterior, principalmente no Canadá e em países europeus. Assim, essas equipes conseguem acesso a pistas oficiais e competições mais fortes.

No cenário nacional, algumas cidades já receberam eventos de demonstração. Centros comerciais e arenas multiuso abrigaram pistas provisórias em campanhas promocionais ligadas aos Jogos de Inverno. Essas ações não criam uma quadra fixa. Contudo, ajudam a divulgar o curling e aproximam o público da prática esportiva.

Quais são os principais desafios para o curling no Brasil?

O primeiro obstáculo aparece no clima. O país tem temperaturas elevadas em boa parte do território. Por isso, a manutenção de uma pista de gelo específica para curling custa caro. Além disso, a construção de uma arena com medidas oficiais exige investimento alto em refrigeração e isolamento térmico.

Outro ponto envolve a formação de novos praticantes. Poucas pessoas conhecem as regras do curling. Dessa forma, os projetos dependem de ações educativas, clínicas abertas e parcerias com escolas. A presença do esporte na televisão durante os Jogos Olímpicos de Inverno ajuda, mas não resolve o problema de acesso direto à quadra.

  • Dificuldade para manter gelo de qualidade constante.
  • Custos elevados de energia elétrica e equipamentos.
  • Carência de treinadores especializados dentro do país.
  • Agenda limitada de torneios locais e regionais.

Como praticar curling e acompanhar o esporte de perto?

Interessados em curling no Brasil podem iniciar o contato de algumas formas simples. Em primeiro lugar, a pessoa pode acompanhar competições internacionais pela internet. Transmissões de campeonatos mundiais e jogos olímpicos permitem observar estratégias e lances com mais atenção.

  1. Buscar informações em sites da confederação brasileira e das federações internacionais.
  2. Seguir clubes e seleções de curling em redes sociais.
  3. Participar de clínicas e eventos de demonstração em rinques de gelo.
  4. Experimentar modalidades semelhantes adaptadas, como o curling de plástico em superfícies lisas.

O crescimento do curling no país depende de ações coordenadas. Projetos esportivos, divulgação em mídias especializadas e parcerias com centros de treinamento no exterior avançam pouco a pouco. Assim, mesmo sem quadras fixas espalhadas pelo Brasil, a modalidade encontra espaço entre curiosos, atletas amadores e praticantes que se interessam por esportes de precisão no gelo.

Giro 10
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