Do ceticismo à euforia: como Leonardo Jardim transformou o Cruzeiro
Técnico português chegou sob desconfiança, rejeitou a "mediocridade" e colocou a Raposa de volta na elite da Libertadores
A temporada de 2025 do Cruzeiro terminará com um sentimento de dever cumprido e, acima de tudo, de orgulho resgatado. O grande responsável por essa mudança de chave atende pelo nome de Leonardo Jardim. O técnico português, que desembarcou em Belo Horizonte em fevereiro sob certa desconfiança da torcida, conduziu uma revolução silenciosa na Toca da Raposa. Agora, com a vaga direta na Libertadores de 2026 garantida e a terceira posição consolidada no Brasileirão, o clube colhe os frutos de uma escolha ousada.
O início do trabalho exigiu paciência. Jardim pegou um time em reconstrução e precisou ajustar a defesa antes de soltar o ataque. A chegada de Cássio para o gol e a afirmação de William na lateral trouxeram a segurança necessária. No entanto, foi a postura do treinador que realmente mudou o patamar celeste. Em um momento crucial, ele rejeitou publicamente o contentamento com a Copa Sul-Americana.
"O Cruzeiro não é uma equipe para jogar a Sul-Americana… eu também não queria treinar uma equipe que jogasse a Sul-Americana", declarou.
Essa ambição contagiou o vestiário.
Leonardo Jardim transforma o Cruzeiro
Taticamente, o Cruzeiro se tornou uma máquina eficiente. O time aprendeu a sofrer pouco e a matar os jogos quando necessário. A goleada por 3 a 0 sobre o Corinthians, que selou a vaga na Libertadores, exemplificou o auge desse modelo: solidez atrás e letalidade na frente, com Kaio Jorge e o jovem Keny Arroyo vivendo fases iluminadas.
Além disso, Jardim soube blindar o elenco. Quando William jogou a responsabilidade das renovações para o dono da SAF, Pedro Lourenço, o técnico manteve o foco do grupo apenas no campo.
Agora, o planejamento para 2026 já começa em outro nível. O Cruzeiro não entrará na próxima temporada apenas para competir, mas para protagonizar.
Por fim, a "Era Jardim" devolveu ao torcedor a certeza de que o clube pode — e deve — brigar pelos maiores títulos do continente. Se em 2025 o objetivo era "arrumar a casa", o próximo ano promete ser o da busca pela glória máxima, com um comandante que provou ter o tamanho exato da ambição celeste.
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