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Dirigente do Cruzeiro nega crise, banca Mano, mas admite fase ruim

Vice-presidente de futebol do clube mineiro, Itair Machado, concedeu entrevista nesta sexta-feira

21 mai 2019
22h43
atualizado às 22h43
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Em uma sequência de tropeços e derrotas inesperadas, o Cruzeiro veio a público nesta terça-feira, através de sua diretoria, para negar qualquer crise no elenco. O vice-presidente de futebol do clube mineiro, Itair Machado, negou também qualquer salário atrasado, bancou a permanência do técnico Mano Menezes, mas admitiu a surpresa com a queda de rendimento da equipe nas últimas semanas.

"São muitos rumores deixando nossa torcida intranquila. Com relação a algumas mentiras, infundadas, contra nosso clube, estamos aqui para esclarecer. Fizemos questão de trazer o capitão [Henrique] para dizer que o Cruzeiro, infelizmente para alguns, está em dia. Não deve nada do ano passado, está em dia com salário, não tem grupo rachado, nosso grupo está unido", garantiu o dirigente.

Ele revelou que o clube fez uma reunião nesta terça, três dias depois da goleada de 4 a 1 sofrida para o Fluminense, no sábado, pelo Brasileirão. Foram discutidos os resultados recentes e soluções para encerrar este sequência negativa. O Cruzeiro, que começou o campeonato com status de favorito, tem duas vitórias em cinco jogos. E vem de um empate com o mesmo Fluminense no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

"Acabamos de fazer uma reunião que é rotineira diante da falta de (bons) resultados e queremos tranquilizar a torcida que está tudo bem, fora os resultados no Brasileirão fora de casa. Infelizmente fizemos três jogos fora de casa e não fomos bem. Realmente, isso tem que ser discutido. Tem que ficar dentro das quatro linhas para quem tem competência discutir isso. O clube, considerado no início do ano o melhor plantel, em 15 pontos ganhou seis. Isso tem que discutir. Discutimos isso internamente. Da nossa parte, o esclarecimento é esse. Não existe crise no Cruzeiro", reforçou o dirigente

Itair ainda assegurou a permanência de Mano, campeão pelo Cruzeiro do Campeonato Mineiro deste ano e da Copa do Brasil do ano passado. "Em momento algum eu pensei em tirar o Mano, até porque os jogadores sabem que, neste momento, a culpa é deles. O time está jogando mal. Até que ponto o treinador ganha ou perde jogo? A gente sabe da importância de um treinador, mas temos que saber a hora que a culpa é dos jogadores que estão em campo", comentou.

Estadão
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