Muros da sede do Corinthians amanhecem pichados e com críticas a Depay
Atacante é alvo de críticas após polêmicas recentes. Augusto Melo também teve seu nome mencionado no protesto
A tensão nos bastidores do Corinthians volta a ganhar as ruas. Afinal, na madrugada desta quarta-feira (23), os muros do Parque São Jorge, sede social do clube, foram pichados com mensagens de protesto direcionadas ao atacante Memphis Depay e ao presidente afastado Augusto Melo.
O jogador holandês, que chegou ao clube cercado de expectativa, tem enfrentado críticas crescentes da torcida. Aliás, uma das frases nos muros dizia: "Depay de ídolo não tem nada", em alusão a recentes comentários do ex-jogador e ídolo corintiano Neto, que tem questionado o comportamento e o rendimento do atleta.
Depay tem protagonizado episódios polêmicos nas últimas semanas. Recentemente, faltou a um treinamento como forma de protesto por atrasos no pagamento de premiações. A situação já está resolvida pela diretoria. No clássico contra o São Paulo, disputado no último sábado (19/7), ele acabou substituído no intervalo e não retornou ao banco de reservas, gerando ainda mais incômodo interno e externo.
Além do camisa 10, o presidente Augusto Melo, que está afastado do cargo, também virou alvo do vandalismo. Um imóvel ligado ao dirigente acabou amanhecendo pichado horas após a Justiça aceitar denúncia criminal relacionada ao caso do patrocínio da VaideBet. Aliás, a mensagem deixada no local afirmava: "Augusto ladrão, bens adquiridos com grana do Corinthians".
Segundo pessoas próximas ao dirigente, as pichações foram removidas ainda durante a madrugada. Contudo, o episódio eleva a temperatura política no clube, que vive clima de instabilidade dentro e fora de campo. Um protesto das organizadas está marcada para esta quinta-feira (24), no Parque São Jorge.
Nota da defesa do presidente do Corinthians, Augusto Melo
O presidente do Corinthians, Augusto Melo, afirma que todas as acusações contra ele são falsas. Ele é vítima de um processo ilegal e repleto de nulidades e abusos, como o acesso a dados do Coaf sem autorização judicial e a participação da Policia Civil e do Ministério Público de São Paulo em um caso de competência da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, uma vez que envolve um contrato internacional.
O recebimento da denúncia pela Justiça é uma etapa formal do processo, que não altera em nada o curso da ação. A defesa vai impetrar os habeas corpus necessários com o objetivo de fulminar esse processo kafkiano e ilegal.
O presidente Augusto Melo nada deve e nada teme, por isso já solicitou o fim do sigilo que impede o acesso da torcida corinthiana à íntegra dos documentos da ação. A defesa também solicitou que as autoridades competentes, a PF e o MPF, cuidem do caso. Está em curso ainda uma investigação defensiva, conforme regulamentado pela OAB, que comprovará a inocência do presidente legitimamente eleito do Corinthians.
Augusto Melo segue confiante de que a verdade prevalecerá e reitera seu compromisso com a retomada da organização financeira do clube, que sofreu grande retrocesso desde que ele foi retirado do cargo por seus adversários políticos, que hoje conduzem uma gestão conhecida pelo não pagamento de obrigações e depreciação do clube dentro e fora de campo.
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