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Futebol feminino do Corinthians alcança recorde histórico com premiações na temporada de 2023

O Corinthians feminino faturou R$13,5 milhões em 2023, com as conquistas

27 nov 2023 - 15h22
(atualizado às 15h52)
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Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians / Gazeta Esportiva

No último domingo (26), o Corinthians bateu o São Paulo por 4 a 1, na Neo Química Arena, e conquistou o quarto título do Paulistão feminino. As "brabas" do Timão contaram com o apoio de quase 40 mil torcedores para reverter a derrota por 2 a 1, sofrida no jogo de ida. Esta conquista também ampliou o recorde de premiações em um mesmo ano em toda a história da modalidade.

O Corinthians feminino faturou R$13,5 milhões em 2023, com as conquistas da Supercopa do Brasil (R$ 500 mil), do Campeonato Brasileiro (R$ 1,2 milhão), do Paulistão (1 milhão) e da Libertadores (R$ 10,8 milhões). Já em anos anteriores, as temporadas de maior arrecadação total com desempenho esportivo haviam sido as de 2022 e 2021, com cifras na casa dos R$ 2 milhões e R$ 700 mil, respectivamente.

"As premiações do futebol feminino vêm crescendo nas competições em geral, ano a ano. Com cada vez mais visibilidade, a força da modalidade tem se evidenciado tanto nacional quanto internacionalmente, assim como sua capacidade para a geração de receitas", destaca Rogério Neves, CEO da Motbot, plataforma brasileira de crowdfunding esportivo.

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Outro fator que chama atenção no Corinthians é o alto índice de público registrado principalmente nas finais. No segundo jogo da decisão do Brasileirão de 2022, o clube retomou o recorde de público nacional da modalidade e, no Brasileirão deste ano, ainda ampliou a marca, que hoje é de 42.566 torcedores. Neste último título nacional, a equipe também registrou 16 pontos de audiência na TV aberta na Grande São Paulo, número que inclusive supera o de transmissões de jogos do Brasileirão masculino, na mesma faixa de horário.

Corinthians é referência na categoria no Brasil

Fábio Wolff, membro do comitê organizador do torneio feminino Brasil Ladies Cup 2023, entende que esses números, somados a outros recordes mundiais do futebol feminino, como o aumento de 29% da presença do público na última Copa do Mundo feminina, são capazes de impactar comercialmente no crescimento da categoria: "Observa-se um fortalecimento da modalidade, que também possibilita a percepção de um grande aumento na quantidade de empresas com interesse em investir no futebol feminino. São acordos comerciais conquistados pela categoria e que impulsionam a evolução do esporte dentro e fora das quatro linhas".

Com 17 títulos conquistados desde que a modalidade foi reativada no clube, o Corinthians também têm sido uma das referências técnicas no Brasil e no mundo. Na seleção brasileira, a primeira convocação do técnico Arthur Elias teve nove atletas do Timão, que cedeu mais jogadoras do que qualquer outro clube. Já em âmbito mundial, conforme última atualização do ranking de clubes do International Federation of Football History & Statistics (IFFHS), o time feminino do Timão é o quarto colocado dentre as equipes da modalidade no planeta.

Para Sandro Orlandelli, membro da Uefa Academy, o exemplo do Corinthians reflete um pouco o desenvolvimento da modalidade no Brasil: "O futebol feminino andou patinando por anos, mas agora vemos um caminho sem volta de maior organização, crescimento e desenvolvimento. A prática está institucionalizada por entidades como a FIFA e a UEFA, como obrigação para jogar as principais ligas. Cada vez mais isso se torna uma oportunidade para profissionais terem maior mercado de trabalho, e o jogo também tem melhorado. Mas ainda há o desafio da falta de categorias de base de forma consolidada, o que também reflete no desenvolvimento técnico das jogadoras".

Timão foi pioneiro em promoção da visibilidade do futebol feminino

Já Camila Estefano, General Manager do "Em Busca de Uma Estrela", projeto social que busca proporcionar oportunidades às meninas que sonham em jogar futebol profissionalmente, também destaca a importância do investimento das equipes na base. "É Importante que os clubes aproveitem o bom momento do futebol feminino e invistam em suas categorias de base e na formação de novas atletas, para consolidar a prática de maneira sólida no Brasil", explica.

Por trás do rendimento esportivo, a equipe feminina do Corinthians também tem contado com investimentos dentro e fora de campo. O clube profissionalizou todas as atletas desde 2020 e também promove a visibilidade da categoria, como as redes sociais exclusivas para a modalidade, quesito no qual o Alvinegro foi um dos pioneiros. Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports, empresa de entretenimento e agência de jogadores, destaca o Corinthians como exemplo dentro da modalidade e avalia o processo de profissionalização da modalidade no país.

"Sem dúvidas, o trabalho do clube paulista é louvável. No Brasil, entretanto, não parece existir um movimento nacional de clubes que queiram ocupar esse lugar de protagonista. É claro que o Corinthians é 'o time a ser batido' e as equipes, principalmente de São Paulo em razão da rivalidade histórica, tentam superá-lo. Mas não necessariamente, querem assumir na categoria os gastos que o alvinegro assume", conclui Freitas.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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