Eurico elogia Andrés, mas não crê em eleição para CBF: "chegou há pouco"
Ao deixar o simpósio realizado pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) na manhã desta segunda-feira, o ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, opinou sobre o futuro da CBF depois de debater com um olhar pessimista o futuro do futebol no geral. Ele afirmou que, entre os prováveis candidatos, nenhum deles contaria com seu voto se houvesse essa possibilidade, nem mesmo o amigo Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians.
“Sou amigo do Andrés, mas ele ainda tem um caminho pela frente. Parodiando o grande filósofo cearense Romário, você não pode querer sentar logo na janelinha. Chegou há pouco”, opinou Eurico. “A CBF é algo... Ele foi um excelente homem para o Corinthians, administrou muito bem, mas a CBF é algo que tem que ser geral e não específico para São Paulo ou Rio de Janeiro”, complementou.
Andrés Sanchez é o provável candidato de oposição à chapa que tem hoje a presidência da entidade, com José Maria Marin. Seu vice-presidente, Marco Polo del Nero, que comanda a Federação Paulista de Futebol, é apontado como provável candidato à sucessão. O processo interessa a Eurico, que, como admitiu, nunca esteve afastado da política do Vasco, embora tenha deixado o poder com a eleição de Roberto Dinamite, em 2011. Atualmente, ele é presidente do Conselho de Beneméritos do clube. E não descarta se candidatar à presidência em 2014.
“Se eu resolver voltar, não é que eu vou tentar. Eu vou voltar. Mas eu ainda não resolvi”, disse. “Eu só volto ao Vasco se ele precisar mesmo de mim. E eu estou chegando a uma idade em que quero cuidar dos meus netos. Eu tenho sete. O problema é que tenho sangue na guelra e quando vejo determinadas coisas, sou obrigado a falar”, continuou Eurico Miranda, em referência à sofrível campanha cruzmaltina no Campeonato Brasileiro.
No próximo domingo, o clube dependerá de combinação de resultados para escapar do rebaixamento à Série B. “É o fruto da incompetência, da negligência e da incapacidade. Qualquer adjetivo negativo que você quiser resume até onde levaram o Vasco”, criticou. “A esperança é a última que morre, mas a responsabilidade é clara daqueles que conduziram o clube a isso”, disse. E completou: “pelo que estou vendo, é capaz de o Vasco precisar de mim”.