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São Paulo sobrevive em campo apesar de caos político, mas deixa Itaquera em 'clima de derrota'

Jogadores tricolores pregam união para que crise institucional não chegue ao gramado

18 jan 2026 - 20h19
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Empatar por 1 a 1 com o Corinthians na Neo Química Arena, dois dias depois de ter o presidente Julio Casares afastado após aprovação de impeachment, não agradou o São Paulo, mesmo frente ao histórico de apenas uma vitória em 22 jogos em Itaquera. Os jogadores seguiram o pensamento do treinador Hernán Crespo, que disse ter saído com raiva do campo.

"O clima no vestiário foi clima de derrota, porque a gente estava controlando o jogo. É fora de casa, mas clássico a gente vai sempre para ganhar", afirmou Luciano, em entrevista após a partida, na qual se recusou a comentar qualquer aspecto da política são-paulino. "Não comento essa parte, só comento a respeito do jogo. Não participo de política."

O meia-atacante Lucas, liderança do elenco ao lado de Luciano, também preferiu não se aprofundar quando questionado sobre o momento vivido nos bastidores do MorumBis. Ele se limitou a pregar união entre o elenco e relembrou o quanto as coisas não saíram conforme o esperado ao longo de 2025.

"A gente tem que ficar sempre unido, independentemente do momento político do clube. Principalmente pela maneira que a temporada passada terminou. Começamos mal contra o Mirassol, então temos que nos unir cada vez mais. Temos um elenco qualificado", comentou.

A insatisfação tricolor é acompanhado pela preocupação deter uma campanha indigna da grandeza do clube durante o Paulistão, que está mais curto, com apenas oito rodadas na primeira fase. Passadas três rodadas, o clube do Morumbi está fora da zona de classificação para as quartas de final.

Júlio Casares foi afastado da presidência do São Paulo ao ter o impeachment aprovado no Conselho Deliberativo por 188 votos, na sexta-feira. Contrários, foram 45, e dois votaram em branco. Participaram 235 conselheiros, sendo 180 presencialmente e 55 online.

Agora, em até 30 dias a partir da data da aprovação, uma assembleia de sócios será convocada para efetivar ou não o afastamento. Por enquanto, o comando da gestão são-paulino está nas mãos do vice Harry Massis Júnior, que teve uma conversa com o elenco antes do clássico deste domingo.

Estadão
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