Duílio vira réu por apropriação indébita em caso dos cartões do Corinthians
Além do ex-presidente do clube, o ex-diretor financeiro Roberto Gavioli também responderá por apropriação indébita
O ex-presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, se tornou réu por apropriação indébita após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público no caso do uso indevido de cartões corporativos do clube. Além dele, Roberto Gavioli, ex-diretor financeiro, também virou réu pelo mesmo crime. O Terra tenta localizar a defesa dos dois.
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A denúncia foi apresentada pelo MP em dezembro e segundo o promotor Cássio Roberto Conserino, ele gastou R$ 41.822,62 no cartão do Corinthians em despesas pessoais, entre 2021 e 2023, durante a sua gestão. O levantamento aponta despesas com restaurantes, freeshops, cabeleireiro e até comprar na Shein.
No pedido, a promotoria solicitou que o ex-presidente indenize o clube em R$ 31.366,96 em danos materiais, além de ser proibido de acessar as dependência do Corinthians, não mantenha contato com testemunhas e dirigentes, deixe de exercer funções associativas, além de não poder deixar o País sem autorização judicial.
O órgão pediu ainda a quebra do sigilo bancário do ex-dirigente. No entanto, ao aceitar a denúncia, a juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves não determinou o bloqueio de bens, quebra de sigilo e nem medidas cautelares. “Desse modo, entende-se que não logrou êxito o Ministério Público comprovar a necessidade de tais pleitos para se garantir o regular andamento do processo penal”, declarou.
Tanto Duilio quando Gavioli terão dez dias para se manifestar por meio de seus advogados, após serem notificados. Ao longo do processo, ocorrerão as oitivas dos réus e testemunhas, além da produção de provas.
Entenda o caso
A investigação do MP-SP sobre gastos indevidos no Corinthians teve início em agosto deste ano após reportagem do GE indicar movimentações suspeitas na gestão de Duílio. Entre as despesas constatadas no inquérito, estão compras de equipamentos de náutica, supermercado, cabelereiro, loja de departamento Chinês (Shein), restaurante nos Estados Unidos e compras em free shopping na Argentina.
À época, o presidente se defendeu. "Supostas planilhas e faturas da minha gestão, divulgadas em perfis anônimos com objetivo político de assassinar reputações nas redes sociais, requeri ao clube acesso a tais documentos, a fim de que pudesse checar sua veracidade."