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Copa do Mundo 2026: Gana protesta contra o Canadá por visto negado a Thomas Partey

Ex-meio-campista do Arsenal e atualmente no Villarreal, Thomas Partey não poderá viajar para Toronto, onde Gana fará sua estreia na Copa do Mundo em 17 de junho contra o Panamá

13 jun 2026 - 17h13
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O governo de Gana ofereceu uma protesto formal ao Canadá em razão da negativa deste país em conceder um visto ao jogador Thomas Partey para disputar a Copa do Mundo de 2026, informou o ministro das Relações Exteriores do país africano neste sábado, 13.

O atleta de 32 anos será julgado por estupro e agressão sexual no ano que vem no Reino Unido.

"Gana enviou uma nota oficial de protesto" ao Canadá, pedindo que revogasse esta "decisão infeliz", informou o ministro das Relações Exteriores ganês, Sam Okudzeto Ablakwa.

Ex-meio-campista do Arsenal e atualmente no Villarreal, Partey não poderá viajar para Toronto, onde Gana fará sua estreia na Copa do Mundo em 17 de junho contra o Panamá.

A seleção de Gana estabeleceu sua base nos Estados Unidos, na Bryant University, em Boston.

Partey se declarou inocente de sete acusações de estupro e uma de agressão sexual, relacionadas com as denúncias feitas por quatro mulheres entre 2020 e 2022, período em que era jogador do Arsenal.

"Ainda que se respeite o direito soberano do Canadá de aplicar suas leis de imigração, Gana considera que a dependência de acusações não comprovadas, na ausência de uma decisão judicial, levanta questões fundamentais de equidade e proporcionalidade", afirma o comunicado.

A Fifa confirmou que Partey não poderá viajar da concentração da seleção de Gana em Boston para o Canadá.

O jogador, no entanto, poderá disputar as partidas seguintes de Gana pelo Grupo L, contra a Inglaterra e a Croácia, ambos os jogos nos Estados Unidos.

As autoridades de imigração do Canadá afirmaram que não puderam fornecer detalhes sobre casos individuais e acrescentaram que a segurança dos cidadãos canadenses era sua prioridade.

O serviço de imigração do país declarou que os seus funcionários aplicam as normas "de maneira uniforme e sem exceção, independentemente da nacionalidade, do perfil ou da função no torneio".

As autoridades americanas afirmaram, por sua vez, que tinham conhecimento do processo judicial pendente, mas indicaram que "ele não foi declarado culpado de nenhum crime e teve permissão para entrar nos Estados Unidos após a emissão de um visto". /AFP

Estadão
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