Chefe de delegação da Itália renuncia após críticas de ministro do Esporte
Ex-esgrimista Diana Bianchedi permaneceu na função por menos de dois meses
A ex-esgrimista Diana Bianchedi renunciou ao cargo de chefe de delegação da seleção italiana de futebol após críticas públicas do ministro do Esporte, Andrea Abodi. No posto há menos de dois meses, sua nomeação já era questionada pela falta de histórico no futebol e por seu papel como vice-presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano. O atrito com o ministro culminou em sua saída para, segundo ela, proteger a equipe de polêmicas e preservar sua integridade.
Após ter sido alvo de críticas do ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, a ex-esgrimista Diana Bianchedi renunciou nesta quarta-feira (30) ao cargo de chefe de delegação da seleção italiana de futebol.
A dirigente havia assumido a função havia menos de dois meses, em meio a controvérsias sobre a compatibilidade do posto com sua outra atribuição de destaque no cenário esportivo: a de vice-presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni).
A renúncia de Bianchedi ocorreu após o ministro Abodi questionar publicamente sua postura, pois a ex-atleta havia manifestado posição contrária a uma proposta de nomeação de comissário para a Federação Italiana de Halterofilismo (Fipe).
"Após as declarações do ministro do Esporte e as polêmicas geradas na imprensa, estou renunciando ao cargo de chefe de delegação da seleção. Sempre atuei com integridade e seriedade, respeitando as normas e as pessoas pelo bem do esporte, valores que, infelizmente, são questionados de forma injusta no momento", declarou Bianchedi.
Na mensagem de despedida, a ex-atleta ressaltou que tomou a decisão de se afastar do cargo "para proteger a seleção italiana de controvérsias desnecessárias".
"Encontrei uma equipe unida, motivada e composta por grandes profissionais, desde o treinador até os jogadores e toda a comissão técnica. Agradeço a eles pelo acolhimento e pelas emoções que me proporcionaram, mesmo em um curto período", acrescentou.
Mesmo antes do embate com Abodi, a nomeação de Bianchedi para um cargo ocupado anteriormente por ídolos do futebol italiano, como os falecidos Gianluca Vialli e Luigi Riva, já enfrentava questionamentos devido à sua falta de ligação prévia com o futebol.
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