Conselho do São Paulo aprova contrato com a Ticketmaster
Empresa assumirá a gestão de ingressos do Morumbis e do plano de sócio-torcedor e ainda emprestará R$ 140 milhões ao clube
O Conselho do São Paulo aprovou contrato com a Ticketmaster para a venda de ingressos e gestão do sócio-torcedor, antes a cargo da Feng. O acordo renderá cerca de R$ 140 milhões ao clube, sendo R$ 30 milhões pela exploração de um camarote por cinco anos e o restante em adiantamento de crédito com juros atrelados ao CDI. O Tricolor usará os recursos para quitar salários e direitos de imagem, enquanto a nova gestora cobrará taxas de até 10% por entrada e 8% por associado do programa de sócios.
O São Paulo ganhou uma notícia importante nesta quarta-feira (30/9). O Conselho Deliberativo do clube aprovou o contrato com a Ticketmaster, que será a nova administradora de ingressos do Tricolor Paulista. Por 184 votos favoráveis a 44 contrários, além de uma abstenção, a empresa está validada.
O contrato com a nova ticketeira renderá, aproximadamente, R$ 140 milhões para o Tricolor, que deve quitar os salários e direitos de imagem do elenco. A transferência do valor deve ocorrer ao clube em até 45 dias.
Dos R$ 140 milhões, R$ 30 milhões estão relacionados à exploração do camarote 29A do Morumbis durante cinco anos. O restante terá a antecipação da Ticketmaster na forma de crédito. O São Paulo, aliás, deve devolver o dinheiro ao longo de cinco anos, com correção pelo CDI mais 1,99%.
A Ticketmaster pertence à Live Nation Entertainment, grupo que também controla a Live Nation, responsável pela produção e realização de grandes shows e eventos no Morumbis.
Para cuidar da venda de ingressos do São Paulo, a Ticketmaster cobrará uma taxa de administração de até 10% por ingresso (8% se for entrada física, não digital). A taxa do sócio-torcedor também será de 8% por associado.
Sócio-torcedor
O clube e a empresa também acertaram a gestão do sócio-torcedor. Hoje, o serviço tem a administração por uma outra empresa, a Feng. O São Paulo entende que será benéfico para os torcedores ter a mesma gestora e calcula que o custo total dessas duas operações juntas (ingressos e sócio-torcedor) será menor. O clube vê que os servições são de duas empresas, que geram custos diferentes ao clube. Para rescindir com a Feng, o clube deve pagar aproximadamente R$ 3,7 milhões.
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