Não passou pela minha cabeça voltar ao Brasil, diz Paulinho
Volante da Seleção Brasileira conversou com os jornalistas neste sábado, pregou motivação para a Copa e negou que tenha pensado em voltar da Europa por ter amargado o banco de reservas no Tottenham
Titular da Seleção Brasileira e campeão da Copa das Confederações, o volante Paulinho amargou um período no banco de reservas do Tottenham, da Inglaterra, e alguns chegaram a cogitar que ele estaria propenso a retornar ao futebol brasileiro para não perder o ritmo de jogo. Informação que não passa de boato para o titular do meio de campo da equipe escalada até aqui nos treinamentos pelo técnico Felipão.
“Tive um período, sim, que passei alguns jogos no banco, e isso não foi um problema para mim - tanto é que, quando cheguei ao Corinthians, eu esperei quase um ano quando tinha Elias e Jucilei”, deixou claro o ex-corintiano.
“Assim que eu retornei de lesão, eu dei uma sequência de quatro jogos e voltei para o banco. Não passou pela minha cabeça retornar ao Brasil. Pelo contrário - quando o jogador sai para a Europa, ele tem que ir firme”, completou ainda o volante, que antes do sucesso com a camisa do Corinthians, passou por dificuldade semelhante atuando no Velho Continente.
“Eu já tive essa experiência na Lituânia e Polônia (dois meses depois, voltou ao Brasil e pensou em abandonar a carreira). Os desafios estão aí para serem enfrentados. Claro que existe a conversa com meu agente, é normal, quando você está chateado você conversa, mas não nesse tipo de situação”, frisou também.
Paulinho ainda citou a conversa pessoal que teve com Scolari, revelada pelo próprio treinador, em que confessou ter se emocionado com a confiança depositada pelo comandante da Seleção. “Eu emocionei, sim, porque a gente olha um pouco para trás. E como foi um almoço bom, e tudo o que ele colocou para mim, emociona. Me senti muito mais importante e confiante para uma Copa do Mundo”, relembrou.
“Estou preparado para encarar a responsabilidade. Mas eu tenho que mostrar o meu trabalho para continuar titular da Seleção Brasileira. Eu sei da qualidade desses 23 jogadores”, afirmou ainda, antes de refutar qualquer tese de que esteja mais triste em campo, sem o mesmo alto astral característico dos tempos de Corinthians, por exemplo. “Jamais. Como estar triste num momento mais importante da minha vida. Está passando bem longe para mim a tristeza”.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.