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Seleção Brasileira

CBF não negociou nome de Juninho Paulista com Tite

11 jul 2019
12h01
atualizado às 12h02
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Ao contrário do que tenta ‘vender’ a cúpula da CBF, a chegada de Juninho Paulista para ocupar o cargo de coordenador da Seleção principal teve uma participação mínima, e constrangedora, do técnico Tite. O nome do ex-jogador foi apresentado pelo presidente da entidade, Rogério Caboclo, como ideal para a função e coube a Tite concordar com a indicação.

Juninho Paulista assume o posto de coordenador da Seleção Brasileira
Juninho Paulista assume o posto de coordenador da Seleção Brasileira
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Claro, Tite poderia se dizer contra a escolha. Neste caso, estaria comprando uma briga com Caboclo e possivelmente ficaria com os dias contados na Seleção.

Antes, quando fazia parceria com Edu Gaspar, com quem aportou na Seleção em 2016 para um trabalho conjunto, Tite se sentia muito confortável. Foi ele que convenceu o então presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, de que Edu era o nome mais credenciado para a coordenação da Seleção, naquele ano.

Na oportunidade, fragilizado por denúncias de corrupção que lhe atingiam em cheio, Del Nero não criou nenhum problema.

Agora, se Tite realmente aceitar a nova composição da comissão técnica, terá uma relação mais hierárquica.

Juninho Paulista, como coordenador da Seleção, está um degrau acima de Tite no organograma da CBF. Mais do que isso, Juninho é da cota de Rogério Caboclo, enquanto Edu Gaspar, que foi para o Arsenal, da Inglaterra, era parceiro integral de Tite.

A CBF ainda não teve a confirmação de Tite sobre sua permanência no cargo. O técnico não gostou da maneira como se deu a substituição de Edu Gaspar. Hesita em continuar.

Soma-se a isso uma tentadora proposta do futebol chinês – um clube asiático estaria lhe oferecendo cerca de R$ 3 milhões mensais – pouco mais de quatro vezes o que ele recebe da confederação.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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