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Seleção Brasileira

CBF ensaia preservar Juninho como coordenador da Seleção

18 fev 2020
13h51
atualizado às 14h06
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A cúpula da CBF tem buscado nas últimas horas argumentos que sirvam de defesa para a entidade manter Juninho Paulista no cargo de coordenador da Seleção Brasileira. A situação do ex-jogador está indefinida após matéria divulgada pela agência Sportlight, na qual fica claro que Juninho manteve vínculo com o Ituano mesmo depois de contratado pela CBF – antes do cargo atual, ele era diretor (remunerado) de Desenvolvimento do Futebol da confederação.

Técnico Tite ao lado de Juninho Paulista, coordenador de seleções
Técnico Tite ao lado de Juninho Paulista, coordenador de seleções
Foto: Sergio Moraes / Reuters

A reportagem, de autoria do jornalista Lúcio de Castro, mostra que Juninho se desligou de sua empresa, a JP Gerenciamento de Futebol, em novembro de 2019, mas não se desvinculou totalmente dela, permanecendo como usufrutuário da JP, que é responsável por parte da gestão do futebol do Ituano. Na prática, teria direito de se beneficiar com lucros da empresa.

Para dois dirigentes da CBF, ouvidos pelo Terra e que pediram sigilo, há uma situação de quebra de confiança na relação de Juninho com a entidade. Eles, no entanto, acreditam que o veredito do presidente Rogério Caboclo sobre o caso deve ser favorável à sua manutenção no cargo.

Juninho está na Europa em companhia do técnico Tite, em trabalho de observação de jogadores convocáveis. Ele ainda não se manifestou publicamente sobre a matéria da agência Sportlight. A Comissão de Ética do Futebol Brasileiro, criada pela própria CBF, analisa a denúncia para determinar se o vínculo indireto de Juninho com o Ituano corresponde ou não a um caso de conflito de interesses.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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