CBF e PM interceptam equipe de jornalistas em Teresópolis
Tudo por causa da utilização de um drone para captar imagens do treino
Por pouco não terminou em confusão uma simples cobertura do primeiro dia de treinos dos 23 jogadores da Seleção Brasileira concentrados em Teresópolis para a estreia nas eliminatórias do Mundial de 2022. Por volta das 16h10, o assessor de imprensa da CBF, Vinicius Rodrigues, e mais um funcionário da entidade, em companhia de dois policiais militares, interceptaram uma equipe do jornal O Estado de S. Paulo por causa do uso de um drone que captava à distância imagens do treino da equipe.
Num carro particular, a dupla da CBF subiu a rua Coelho Neto, no bairro Carlos Guinle, escoltada por uma viatura da PM, com dois policiais. Localizaram o lugar onde repórter e fotógrafo monitoravam o equipamento. Em seguida, de modo intimidatório, os homens da CBF, observados pelos PMs, se dirigiram à equipe.
“Quem está usando drone?”, perguntou o funcionário da confederação, ao lado de Vinícius. “Quero ver a documentação”, disse ele, sem se apresentar.
Tudo ficou mais calmo quando o fotógrafo mostrou os registros em dia para a utilização do drone. Isso, no entanto, não desfez o mal-estar. Outros jornalistas que presenciaram a ação não entenderam o motivo pelo qual a CBF tentava impedir a captação da imagem de um treinamento da Seleção, que nem sequer era fechado à imprensa - os repórteres não puderam entrar na Granja Comary em razão de um protocolo que diz respeito à pandemia de covid-19.
Nesta sexta, a Seleção enfrenta a Bolívia, em São Paulo, pela primeira rodada das Eliminatórias do Mundial de 2022, no Catar.