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A grande chance de Endrick ir à Copa. Mais até do que Neymar

Atacante de 19 anos tem um semestre para "seguir feliz", agora na França, e ganhar vaga na lista final de Ancelotti para o Mundial

5 jan 2026 - 16h24
(atualizado às 16h45)
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Endrick comemora gol da vitória do Brasil no amistoso diante do English Team em março de 2024 –
Endrick comemora gol da vitória do Brasil no amistoso diante do English Team em março de 2024 –
Foto: Rafael Ribeiro/ CBF / Jogada10

Apresentado nesta segunda-feira (5/1) pelo Lyon, Endrick volta, enfim, a sonhar com uma chance real de disputar a Copa de 2026. Apesar de ter sido pouco aproveitado pelo técnico Xabi Alonso no Real Madrid, o atacante brasileiro mostra estar feliz. Curiosamente, afirmou que os últimos seis meses na capital espanhola foram os melhores de sua vida e apontou os motivos.

"Tive tempo de estar com a minha esposa, construir a minha casa, a minha vida. Sem essa base, não consegue ser nada. Esses meses foram os melhores, pude me tornar mais homem, uma melhor pessoa e focar muito no meu trabalho. Estou feliz. Agora vai ser uma estadia muito maravilhosa (na França)", declarou o ex-merengue.

Ao revelar, ainda, que conversou com Carlo Ancelotti e recebeu instruções do que fazer para melhorar, Endrick se mostra disposto a recuperar o tempo em que ficou sem jogar. O atual comandante da Seleção Brasileira também o aconselhou a sair do clube espanhol a fim de "desenvolver seu futebol onde possa ser feliz".

Durante parte relevante do ciclo rumo ao Mundial, Endrick parecia destinado a ser o dono da camisa 9 do Brasil. Os amistosos de 2024 na Europa corroboraram para tal raciocínio.

Acompanhei in loco a primeira vez em que ele balançou a rede pela Canarinho. Em Londres, testemunhei de perto o garoto - então com 17 anos e 246 dias - fazer história no 1 a 0 sobre o English Team. Afinal, ele saiu do banco de reservas para se tornar o quarto mais jovem jogador a marcar com a camisa pentacampeã mundial.

Endrick comemora gol da vitória do Brasil no amistoso diante do English Team em março de 2024 –
Endrick comemora gol da vitória do Brasil no amistoso diante do English Team em março de 2024 –
Foto: Rafael Ribeiro/ CBF / Jogada10

Fica atrás, portanto, somente de Pelé (16 anos e 257 dias, em 1957), Edu (16 anos e 306 dias, em 1966) e Ronaldo (17 anos e 228 dias, em 1994).

Naturalidade de Endrick

Na zona mista, o garoto atendeu a imprensa, de chinelo, e com uma naturalidade impressionante. Ao ser perguntado sobre a importância de anotar um gol no mítico estádio de Wembley, revelou que teve uma "conversa com Deus" antes de entrar em campo, mentalizando, para poder jogar, os espaços aos quais deveria aproveitar.

No amistoso seguinte, três dias depois em Madri, tive a mesma convicção dos companheiros jornalistas também presentes no Santiago Bernabéu: o garoto formado no Palmeiras havia chegado para ficar. A estreia e o primeiro gol de Endrick no estádio do Real Madrid, que viria a ser seu novo clube, atraíram os holofotes daquele 3 a 3 fantástico diante da Espanha.

Entretanto, a realidade mudou significativamente. A perda de espaço no time merengue, onde terminou a hierarquia como terceiro nome para a posição, custou também sua presença nas convocações de Dorival Júnior, antecessor de Carletto na Seleção.

Na temporada 2025/26, ou seja, de agosto pra cá, Endrick teve apenas três aparições em um total de 99 minutos em campo: 11 deles frente ao Manchester City, pela Champions; outros 11 na goleada por 4 a 0 sobre o Valencia em LaLiga e, por fim,  77 diante do Talavera pela Copa do Rei espanhola.

Endrick e Neymar, chances parecidas?

Vejo claramente o jovem de 19 anos na contramão de Neymar. Enquanto o primeiro não atrai holofotes para sua vida particular e parece focado, mais do que nunca, em constar na lista final da Seleção para a Copa, o craque do Santos não cansa de virar notícia no extracampo. Além disso, o camisa 10 ainda se mostra distante do critério físico ideal que tanto preza o atual técnico da Amarelinha.

Cedido por empréstimo ao Lyon, Endrick terá alguns meses na França para se manter feliz e, assim, recuperar terreno e provar a Ancelotti, seu ex-comandante em Madri, que segue como a escolha mais promissora para liderar o ataque do Brasil.

**Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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