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Brasil evitou pressionar, mas criou oportunidades, diz Ancelotti

5 jul 2026 - 20h59
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O Brasil criou ‌oportunidades, mas não pôde se arriscar a exercer pressão excessiva, afirmou o técnico Carlo Ancelotti após a derrota surpreendente da sua equipe por 2 x 1 para a Noruega que a eliminou da Copa do Mundo nas oitavas de ⁠final neste domingo.

O Brasil, que não ficava fora das quartas ‌de final da Copa do Mundo desde 1990, nunca conseguiu encontrar seu ritmo.

A Noruega mostrou-se confiante desde o ‌início do jogo. Sander Berge marcou um ‌gol aos três minutos que foi anulado por ⁠impedimento e Orjan Nyland defendeu um fraco pênalti batido por Bruno Guimarães — uma escolha de cobrador que deixou muitos torcedores perplexos, dada sua relativa falta de experiência.

Essa decisão foi baseada em uma análise estatística, disse Ancelotti.

"De acordo com isso, ‌Neymar era a melhor opção para cobrar o pênalti, depois Raphinha ‌e, em seguida, ⁠Bruno", afirmou. "Então, ⁠nós o escolhemos porque achamos que ele era o melhor que estava ⁠em campo." Nem Neymar ‌nem Raphinha estavam no ‌time titular.

O ritmo — possivelmente prejudicado por um dia de umidade opressiva — permaneceu lento nos dois lados. Nenhum dos times parecia disposto a pressionar, e chances foram desperdiçadas.

Neymar entrou ⁠em campo sob grandes aplausos da torcida no intervalo para hidratação do segundo tempo, e o ritmo acelerou, mas o Brasil acabou se arrependendo de seu início relaxado quando o craque Erling Haaland ‌marcou dois gols no final da partida para a Noruega. Um pênalti convertido por Neymar nos acréscimos não foi ⁠suficiente para salvar o Brasil.

"No início, me pareceu que éramos uma equipe controlada, estávamos criando oportunidades", disse Ancelotti aos repórteres. "Era difícil exercer muita pressão porque a Noruega estava fechando a sua defesa. Pressão demais é um risco."

A seleção continuará fazendo seu trabalho e "buscará novas ideias", disse Ancelotti, reconhecendo a falta de qualidade no meio-campo. "Precisamos de jovens talentos, precisamos que jogadores de alto nível cheguem ao futebol brasileiro."

"Acho que fizemos um trabalho sólido, mas o futebol é assim mesmo, o esporte é assim. Às vezes, é preciso engolir a derrota", acrescentou.

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