Textor culpa Michele Kang e Ares por transfer ban do Botafogo
Dono da SAF alvinegra afirma ainda que presidente do Lyon e empresa entraram em conluio para administrar o clube francês
Em grande crise no Botafogo, John Textor acusou Michele Kang, atual presidente do Lyon, e o fundo Ares Management, acionista da Eagle Football, pelo transfer ban no clube alvinegro. Segundo o empresário norte-americano, Kang se recusou a fazer "importantes pagamentos", citando os valores de € 104 milhões. Do outro lado, a empresa impediu o aporte de US$ 50 milhões nas contas do Glorioso.
"O recente transfer ban ao Botafogo foi diretamente pela recusa da Sra. Kang de fazer importantes pagamentos ao Botafogo, registrados em transferências de mais de 104 milhões de euros, e também em parte pelo esforço da Ares Management para bloquear uma contribuição de US$ 50 milhões para o clube. Isso resultou em um transfer ban da Fifa. E deve ser ressaltado que a organização de Kang, Kynisca, recentemente foi anunciada pela Fifa como patrocinadora da Copa dos Campeões Feminina, o que foi questionado como certo conflito de interesses", disse Textor em carta enviada ao "ge".
Acordo secreto?
Além disso, John Textor também afirmou que Kang e a Ares entraram em "conluio" para administrar o Lyon sem consultar os demais acionistas.
"A Sra. Kang apresentou seu plano para salvar o OL (Lyon) do rebaixamento ao conselho completo da Eagle Football. Ela representaria a Eagle como salvadora da liderança do clube. Simultaneamente, de acordo com a data do acordo paralelo, ela deu controle do maior ativo da Eagle Football a si mesma e à Ares. Depois ela trabalhou incansavelmente com esse conselho secreto de diretores, sem o conhecimento do verdadeiro conselho do clube, para garantir que a Eagle Football e sua família de clubes fracassassem.
John Textor, aliás, também negou que tenha tentado retomar o controle do Lyon e reafirmou que segue como diretor da Eagle Football. Segundo ele, o caso já foi levado à AMF, autoridade que regula o mercado financeiro francês, com pedido formal de investigação sobre os acontecimentos.
Fase conturbada
No Botafogo, Textor encara maior pressão desde que assumiu o clube. Ele prometeu um aporte financeiro significativo para esta semana, mas o valor ainda não caiu nos cofres do clube. De acordo com o "ge", correntes políticas no alvinegro já defendem que o americano deixe o comando da SAF.
Enquanto não resolve as interrogações e pendências que aparecem como um tsunami no Botafogo, John Textor afirmou que estará na quinta (29), no Nilton Santos. Ele vai acompanhar Botafogo e Cruzeiro, encontro válido pela rodada 1 desta edição do Campeonato Brasileiro.
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