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Bósnia teve seu Bom Senso FC para superar rachas pós-guerra

14 jun 2014 11h27
| atualizado às 11h43
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Emir Spahic, que boicotou seleção pela saída de dirigentes, celebra vaga na Copa
Emir Spahic, que boicotou seleção pela saída de dirigentes, celebra vaga na Copa
Foto: AP

Estreante da Copa do Mundo 2014, a Bósnia precisou superar mais do que sua inexperiêcia para atingir esse feito. Já no Rio de Janeiro para enfrentar a Argentina às 19h (de Brasília) do domingo, os bósnios venceram uma série de divisões que se criaram após a guerra de quase quatro anos de duração no início da década de retrasada. Mas não foi simples, e até uma espécie de Bom Senso FC precisou se impor diante de dirigentes locais. 

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Ao todo, um grupo de 13 jogadores divulgou carta pública em 2011 e anunciou que não defenderia a seleção da Bósnia até que quatro dirigentes renunciassem na federação local. Entre os que reclamantes estavam o zagueiro Emir Spahic, hoje capitão na Copa do Mundo, e o meia Zvjezdan Misimovic, vice-capitão. "Esperamos que nosso gesto marque o primeiro passo em remover esse câncer de nosso futebol", afirmaram na ocasião. 

O futebol bósnio estava supostamente unificado desde 2002, quando uniu as três principais etnias do país: bosníacos, croatas e sérvios. Mas a comunidade esportiva tinha dificuldade em aceitar uma Federação que tinha três presidentes de diferentes etnias. Já em 2011, a Fifa e a Uefa suspendaram a seleção bósnia de competições por dois meses e implantaram um comitê de normalização.

O ex-jogador Ivica Osim foi nomeado o presidente durante esse período de um ano e meio. Ex-jogadores bósnios notáveis tiveram papel ativo na reformulação, casos de Serej Barbarez (ex-Hamburgo-ALE) e Elvir Bolic (ex-Fenerbahce-TUR). Só em 13 de dezembro, quando Envedin Begic foi eleito o novo chefe da Federação de Futebol da Bósnia Herzegovina, o país conseguiu respirar uma nova etapa e assim ganhou a vaga na Copa do Mundo. 

A iniciativa de jogadores e ex-jogadores teve consequências que vão além da reorganização de uma Bósnia sem divisões étnicas após a guerra que valeu a separação da antiga Iugoslávia. Miodrag Kures, Munib Usanovic e Munib Usanovic, dirigentes da Federação no período anterior à intervenção de Fifa e Uefa, foram condenados à prisão por sonegação de impostos e desvio de recursos.   

Fonte: Terra
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