Presidente da Euroliga diz não crer em Mundial de Clubes com equipes da NBA
No Rio de Janeiro para acompanhar a disputa da Copa Intercontinental de Basquete, entre Maccabi Tel Aviv, de Israel, e Flamengo, o diretor-executivo da Euroliga, o espanhol Jordi Bertomeu, disse nesta quinta-feira que não vislumbra a participação de uma equipe da NBA em uma competição internacional oficial.
"É muito difícil que a NBA aceite participar em um Mundial de clubes porque têm uma realidade econômica e organizativa diferente", disse Bertomeu à Agência Efe na véspera da primeira partida entre Fla e Maccabi. Os times medirão forças nesta sexta e no próximo domingo na HSBC Arena.
Segundo o dirigente europeu, a NBA permite que suas equipes participem apenas de jogos de exibição contra adversários que não façam parte de sua liga, o que dificulta a realização de um campeonato mundial que aponte o melhor time do mundo.
"É um empecilho. Fazer um mundial de clubes sem todos os campeões seria algo falso. Nesse sentido, a Copa Intercontinental me parece muito limpa. Enfrentam-se o campeão da América do Sul e o campeão da Europa, e aí não há dúvidas", afirmou.
A Copa Intercontinental foi disputada de 1966 a 1987 e em 1996 e voltou a ser realizada no ano passado, quando o Olympiacos, da Grécia, levou a melhor sobre o Pinheiros/Sky em duas partidas. De acordo com Bartomeu, a ideia de relançar o evento surgiu de uma conversa com o argentino Horacio Muratore, eleito presidente da Fiba em agosto deste ano.
"Conversamos durante os Jogos Olímpicos de Londres com Horacio Muratore e, enquanto tomávamos um café, surgiu a ideia. 'Por que não fazemos algo com isso'?", recordou o espanhol, que considera a competição "uma motivação e um desafio para os clubes".
Pela segunda vez seguida, a Copa Intercontinental será disputada no Brasil. No ano passado, os duelos entre Olympiacos e Pinheiros/Sky aconteceram em Barueri. Sobre a possibilidade de a competição ocorrer na Europa, Bartomeu revelou que apenas as duas primeiras edições tinham o Brasil como sede garantida, mas ressaltou que o calendário apertado é um empecilho se ter os jogos no Velho Continente.
O dirigente comentou ainda o domínio brasileiro em relação a clubes no continente e elogiou o basquete do país. "O Brasil é o basquete com maior desenvolvimento da América do Sul. A Argentina já está pisando em seus calcanhares, mas atravessa um momento de renovação", analisou.