0
NBA

NBA House promete experiência única. Jogo 5 teve duas

Golden State Warriors e Toronto Raptors protagonizaram um jogo que já se tornou clássico e os torcedores em São Paulo foram ao delírio

11 jun 2019
07h45
atualizado às 12h30
  • separator
  • comentários

A ideia da NBA House é “transpor a experiência de assistir a um jogo da liga de basquete norte-americana” para os fãs brasileiros por causa das atrações importadas das franquias. Entretanto, quem esteve no espaço nesta segunda-feira (10) pôde, além de ver suvenires, comprar na loja oficial da liga ou brincar nos lugares temáticos, ter um gostinho de como é torcer junto a uma massa pelo seu time.

O Terra foi até lá para assistir ao jogo 5 das finais, entre Golden State Warriors e Toronto Raptors. A partida poderia ser a última do ano caso o time canadense tivesse exercido o mando de quadra e fechado a melhor de sete jogos, mas os atuais campeões da NBA foram resilientes e forçaram ao menos mais um jogo na série, que acontecerá na Califórnia na quinta-feira (13).

Antes do jogo começar, os admiradores do basquete se esbaldaram. A quadra interativa que ficava bem no meio do espaço tinha uma disputa de lances livres (a maioria dos fãs passou uma leve vergonha) e depois uma equipe de enterradas que veio direto dos Estados Unidos deu um show. “Comecei a acompanhar a NBA de verdade esse ano e gostei bastante. Quando soube que eles iam fazer esse espaço, eu corri para tentar vir e dei sorte no jogo 5”, disse o engenheiro Alex Carvalho.

Para passar o tempo também havia a possibilidade de testar óculos de realidade aumentada e jogar videogames, mas as maiores filas estavam nas peças de museu que estavam expostas. O troféu da NBA e as camisas de jogadores importantes para a história da liga eram alvo de olhares de admiração. “A camisa que eu gostei mais foi a do Leandrinho. Comecei a acompanhar mais de perto quando ele e o Nenê foram pra lá e não parei mais”, disse o designer Marcos Cerqueira.

Vista geral da NBA House
Vista geral da NBA House
Foto: Divulgação

Quando o jogo começou, entretanto, todas as atrações secundárias foram esquecidas. A quadra foi desligada e a tabela saiu de cena para não atrapalhar a visão do telão colocado no fundo do galpão. Não que essa fosse a única possibilidade de assistir ao jogo, já que em cada superfície possível havia uma televisão e você podia escolher onde era mais cômodo assistir - mas mesmo assim o telão foi soberano nas atenções.

O público estava bem dividido entre torcedores de Raptors e Warriors. Eu acompanhei a partida perto de um casal que apoiava os canadenses e de um pai que levou o filho para torcer pelo Golden State. A atuação de Kevin Durant, que infelizmente saiu machucado ainda no primeiro tempo, deu um gás para os visitantes, que tiveram a dianteira desde o início e foram para o intervalo com seis pontos de vantagem.

Enquanto alguns aproveitaram a pausa estratégica para ir ao banheiro ou pegar mais bebidas, as Chicago Luvabulls, conjunto de cheerleaders do Chicago Bulls e o mascote do New Orleans Pelicans, Pierre, entreteram os demais. E quando a bola subiu de novo, as atenções não se dispersaram mais.

Isso porque o Raptors voltou para o jogo com uma sequência de pontos de Kahwi Leonard e os torcedores enlouqueceram a cada cesta. Depois dos canadenses fazerem nove pontos seguidos, era impossível ouvir a narração de Rômulo Mendonça porque o barulho se tornou ensurdecedor dentro da NBA House. 

Talvez essa tenha sido a melhor amostra que eu vou ter do Jurassic Park, a praça de Toronto que sempre lota com telões para os torcedores que não têm ingressos para ir ao ginásio e é famosa pela calorosidade. Um fã mais exaltado puxou a marchinha “Está chegando a hora” para serenar os Warriors, por acreditar que não haveria mais como eles deixarem escapar uma vantagem de seis pontos. Mas ele estava errado.

Os atuais campeões responderam com sua própria série imparável de pontos e viraram o jogo novamente,conseguindo uma vantagem de apenas um ponto faltando 15 segundos no relógio. Quando Draymond Green desviou o arremesso de Kyle Lowry e a bola não entrou, já no estouro do cronômetro, os torcedores do Warriors foram à loucura.

Draymond Green e Kawhi Leonard em duelo individual na quadra
Draymond Green e Kawhi Leonard em duelo individual na quadra
Foto: John E. Sokolowski-USA TODAY Sports / Reuters

A Oracle Arena, ginásio de Golden State, é famosa por ser uma das mais barulhentas da NBA. E a NBA House importou parte desse espírito quando a bola não entrou, com todos vibrando demais. O pai à minha frente, devidamente trajado com uma camisa de Durant, comemorou demais enquanto seu filho tampava os ouvidos. Já o casal ao meu lado se consolou com um beijo e foi embora rapidamente. O jogo 6 promete ter mais desses mixes de emoções, tanto na Califórnia quanto no Canadá e aqui, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda.

Veja também

Os técnicos da Seleção nas últimas dez edições da Copa América

 

Fonte: Equipe portal

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade