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Ex-presidente contesta auditoria no Bahia: "impossível fazer trabalho claro"

13 set 2013 - 22h59
(atualizado às 23h00)
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<p>Marcelo Guimarães Filho, ex-presidente do Bahia, foi afastado em julho e uma auditoria foi feita para investigar situação financeira do clube</p>
Marcelo Guimarães Filho, ex-presidente do Bahia, foi afastado em julho e uma auditoria foi feita para investigar situação financeira do clube
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia / Divulgação

Pela primeira vez, desde que foi destituído, o ex-presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, veio a público para falar sobre a sua situação. O ex-dirigente do clube resolveu conceder entrevista motivado pela divulgação do relatório de movimentações financeiras realizado pela empresa Performance nas contas do Bahia, que revelou uma dívida de R$ 83,2 milhões por parte do clube baiano, e também aponta para uma série de irregularidades na sua segunda gestão, que durou de 1º de janeiro de 2012 a 30 de junho de 2013. O documento revela que na gestão do presidente destituído do cargo por uma intervenção judicial foram negociados jogadores de forma pouco clara, com pagamentos sem comprovação, prejuízos com ingressos e evasão fiscal.

Guimarães Filho foi procurado durante toda a semana para esclarecimentos pelo Terra, mas não atendeu às chamadas telefônicas. Durante a tarde desta sexta, ele compareceu à sede da Rede Bahia, onde concedeu entrevista exclusiva para a afiliada da Rede Globo, sem falar com outros repórteres.

"É impossível uma auditoria em 30 dias fazer um trabalho claro sobre uma gestão de um ano e nove meses", disse o ex-presidente, que confessou não ter tido acesso ao relatório e também não apresentou documentos para contradizê-lo.

O ex-gestor do Bahia também não mencionou as acusações de administração fraudulenta ou temerária, o não recolhimento de impostos como INSS e FGTS, os cheques e pagamentos sem comprovação e o suposto envolvimento de empresas de sua família com negociações milionárias.

O antigo presidente do Bahia contesta os valores citados pelo relatório divulgado pela empresa Performance. "O Bahia fechou o ano passado segundo a BDO e a Pluri Consultoria devendo R$  61 milhões. Não é possível que esse número tenha aumentado para 83 milhões. Eu contesto, não admito que o número seja este", declarou.

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"Aceitarei a decisão da Justiça como aceitei a decisão que levou à intervenção", declarou o ex-presidente. Durante a intervenção, o ex-presidente tentou, por diversas vezes, voltar ao cargo através de liminares. Ainda hoje, um pedido de liminar feito pelos advogados de Guimarães Filho está nas mãos da desembargadora Lisbete Maria Santos. Todos os recursos anteriores foram negados pela Justiça.

Ex-presidente pode ser expulso do Bahia

Apesar de tentar voltar ao cargo, até então em vão, Marcelo Guimarães Filho pode acabar até mesmo sendo desfiliado do Bahia. Alguns sócios do clube irão pedir exclusão de Marcelo Guimarães Filho dos quadros do clube.

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Os associados baseiam-se no artigo 54 do estatuto do clube, que diz ser infração grave passível de exclusão "apossar-se de bens pertencentes ao clube sem autorizações dos órgãos competentes". Ainda de acordo com o regimento interno, no artigo 23, é de competência do conselho deliberativo do clube instaurar o inquérito que resulte na exclusão do sócio.

Fonte: Paço Virtual - Comunicação, Consultoria e Projetos LTDA - ME - Especial para o Terra Paço Virtual - Comunicação, Consultoria e Projetos LTDA - ME - Especial para o Terra
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