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Auditoria no Bahia descobre venda de 40% de jovem revelação

13 set 2013 - 21h52
(atualizado às 22h51)
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Meia Talisca, revelação do Bahia e já convocado para a Seleção sub-20, teve parte dos direitos econômicos vendidos
Meia Talisca, revelação do Bahia e já convocado para a Seleção sub-20, teve parte dos direitos econômicos vendidos
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia / Divulgação

O relatório desenvolvido pela empresa Performance sobre as movimentações financeiras do Bahia durante a segunda gestão do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho, que durou de 1º de janeiro de 2012 a 30 de junho de 2013, revelou, além de uma dívida de R$ 83,2 milhões por parte do clube baiano e outras irregularidades, detalhes sobre as negociações de jogadores nos últimos anos. A novidade levada a público pelo documento é a venda de 40% dos direitos econômicos do meia-atacante Anderson Talisca.

O documento apresentado nesta quinta, 12, joga luz à contestada venda do meio-campista Gabriel ao Flamengo e também revela valores de venda de outros jogadores do time – alguns deles com valores reduzidos, o que pode apontar para uma facilitação na saída, como no "caso Calcio", apurado com exclusividade pelo Terra.

Segundo o documento, o Bahia acertou a venda de 40% dos direitos econômicos de Talisca, uma das maiores revelações do Bahia, a uma empresa não especificada por apenas R$ 400 mil. A venda foi efetuada em 21 de novembro de 2012, mas não houve divulgação à imprensa até que o relatório fosse depositado no Tribunal de Justiça da Bahia, ontem.

Sobre Gabriel, do Flamengo, o relatório explicita os valores da negociação e a forma de pagamento que foi utilizada. O Bahia teria vendido 50% dos direitos econômicos do jogador, em janeiro deste ano, pelo valor de R$ 5.135.300,00. Como o pagamento seria efetuado em parcelas, o clube baiano firmou contrato com a empresa Polo Capital Consultoria Empresarial Ltda., em 31 de janeiro, para antecipar o recebimento.

Pelo contrato, cuja versão analisada não estava assinada pela Polo, a empresa de consultoria pagou ao Bahia 1,7 milhão de euros, porém, segundo o documento apresentado pela Performance, o clube recebeu apenas 1,4 milhão de euros – equivalentes a R$ 3.765.300,00. O motivo seria o pagamento de 300 mil euros à Polo pela antecipação do valor.

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Além dos casos citados, o documento apresentado pela Performance revela ainda as negociações de alguns jogadores das divisões de base, como o atacante Maranhão, o volante Filipe e o meia Paulinho.

O Bahia, de acordo com o documento, tinha direito a 100% dos direitos econômicos do atacante Maranhão, hoje no Atlético-PR. O jogador foi vendido ao Cruz Azul, do México, em janeiro do ano passado, por R$ 2.100.453,00. Porém, por meio de "participação de terceiros", o Bahia deixou de ganhar R$ 1.067.499,00 e ficou com apenas R$ 1.032.953,00 na negociação.

O caso de Filipe, um dos pivôs do "caso Calcio", é referente ao desencontro de percentuais acertados e recebidos pela Almeida e Dale Marketing Esportivo. Na venda do atleta, que aconteceu em junho do ano passado, o Bahia ficou com 50% dos direitos econômicos, cujos outros 50% foram negociados por R$ 5.546.207,00.

Os demais direitos ficaram divididos da seguinte forma: 20% para a Calcio, 15% para a Almeida e Dale Marketing Esportivo e 15% para a Virtus Sports Ltda. Apesar do acerto, o relatório aponta que a Almeida e Dale Marketing Esportivo recebeu o equivalente a 30% da negociação de venda.

Outro caso nebuloso envolve o meia Paulinho, que era considerado uma das grandes promessas das categorias de base do Bahia e foi negociado para um grupo de empresários espanhóis no fim da temporada 2012. O jogador, à época, chegou a treinar com a equipe B do Real Madrid, e hoje defende o Córdoba, da segunda divisão do país ibérico.

Gestão do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho teria deixado rombo nos cofres do Bahia
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Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia / Divulgação

À época da venda, os valores da negociação não foram divulgados pela diretoria. No documento desta quinta, ficou sabido que o jovem jogador, que sequer foi utilizado no time profissional, teve 100% dos direitos econômicos vendidos por apenas R$ 197 mil.

Dívidas com ex-jogadores

Além da falta de transparência na venda de atletas, o documento revelado ontem também mostrou algumas dívidas trabalhistas contraídas pelo Bahia. O clube, que de acordo com o documento não recolhia alguns impostos, como INSS e FGTS, deve alguns valores altos para atletas que passaram pelo Fazendão.

Entre as dívidas apontadas pelo relatório destaca-se a do volante Léo Medeiros, atualmente no CSA-AL, que passou em 2009 e ao qual o clube deve R$ 630.581,80. Outros jogadores a quem o Bahia deve são os atacantes Mendes e Éverton Costa, aos quais deve R$ 142.813,18 e R$ 67.578,42, respectivamente.

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Fonte: Paço Virtual - Comunicação, Consultoria e Projetos LTDA - ME - Especial para o Terra Paço Virtual - Comunicação, Consultoria e Projetos LTDA - ME - Especial para o Terra
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