Ao "gosto" de Feijão, Bahia demonstra superioridade em Ba-Vi
No início da semana, durante os preparativos de Bahia e Vitória para o clássico Ba-Vi, um assunto se sobrepôs aos demais: o volante Feijão, da equipe tricolor, declarou que tinha "raiva e nojo" do rival, o que acendeu os ânimos para a partida desta quarta. Michel, volante do Vitória, respondeu às provocações, e o técnico tricolor, Cristóvão Borges, procurou colocar panos quentes. Em campo, o clima foi de tranquilidade, na maior parte do tempo e Feijão, o próprio autor da declaração, foi um dos destaques do jogo, vencido por 2 a 0 pelo Bahia. Com a vitória, o Bahia encerrou um jejum de nove jogos contra o rival.
Mais recuado no meio-campo do Bahia do que os outros dois volantes, Feijão atuou discretamente, mas com eficiência, regendo o setor defensivo do time, que pouco sofreu com as investidas do Vitória. Apenas no segundo tempo, com a entrada do atacante Alemão, a equipe visitante levou perigo, com um chute na trave.
Eficiente na marcação e exercendo um papel tático importante, muito difícil para jogadores de pouca idade, o jogador de 19 anos atuou como veterano. E ainda se arriscou ao ataque, criando pelo menos duas boas chances para o Bahia.
Muito estimado pela torcida do clube desde que subiu ao time profissional, neste ano, Feijão é torcedor fanático do Bahia, o que já faria dele um ídolo da torcida. Porém, o volante entrou mais no coração da torcida depois que marcou o milésimo gol do clube em Campeonatos Brasileiros, na vitória por 3 a 2 sobre o Internacional. Mais ainda quando deixou o "politicamente correto" de lado e provocou o rival, nesta semana.
Não era inesperado que, durante toda a partida, os torcedores do Bahia exaltassem o jogador com gritos de "Feijão, Feijão!" ou "ão, ão, ão, Feijão é Seleção". Nem que, depois da partida, o único jogador citado nominalmente pela torcida fosse o do volante. Com moral, cada vez mais Feijão se torna uma peça fundamental no time comandado pelo técnico Cristóvão Borges.