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Automobilismo

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Wolff é visto com Verstappen nas férias e chefe da Mercedes admite interesse no piloto

Após onze etapas, o holandês ocupa apenas a sexta colocação no Mundial de Pilotos, com 109 pontos

30 jul 2026 - 12h16
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As férias da Fórmula 1 voltaram a movimentar os bastidores do paddock. Toto Wolff, chefe da Mercedes, e Max Verstappen foram vistos juntos na Sardenha, na Itália, durante a pausa da temporada, reacendendo especulações sobre uma possível transferência do tetracampeão mundial para a equipe alemã.

Max Verstappen é especulado para ser piloto da Mercedes.
Max Verstappen é especulado para ser piloto da Mercedes.
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

A cena chamou a atenção porque repete um episódio do ano passado. Em 2025, Wolff e Verstappen também passaram parte das férias na mesma região italiana, justamente quando os rumores sobre uma negociação entre as partes ganharam força.

Desta vez, o momento é ainda mais significativo. Verstappen vive uma temporada abaixo das expectativas na Red Bull. Após 11 etapas, o holandês ocupa apenas a sexta colocação no Mundial de Pilotos, com 109 pontos, distante da disputa pelo título e frustrado com a queda de desempenho da equipe.

Enquanto isso, a Mercedes vive realidade oposta. A escuderia lidera o campeonato com o jovem Kimi Antonelli, que soma 219 pontos, enquanto George Russell aparece na terceira posição, com 160.

Mesmo com o bom momento da equipe, Wolff não esconde que Verstappen continua sendo um piloto desejado. Em entrevista à "Sky Sports Alemanha", o dirigente afirmou que uma formação com o holandês e Antonelli seria plenamente viável.

"É preciso dar tempo para que Kimi continue se desenvolvendo. Max está no auge da carreira e é capaz de tudo. Os dois se respeitam, pertencem a gerações diferentes. Ter os dois na mesma equipe seria, naturalmente, um ponto de partida completamente diferente", afirmou.

Wolff também minimizou a possibilidade de uma disputa interna causar problemas à Mercedes. Para ele, a experiência vivida com Lewis Hamilton e Nico Rosberg, que protagonizaram uma intensa rivalidade entre 2013 e 2016, serviria como aprendizado.

"Não é como se eu tivesse medo. Foi muito mais difícil administrar Hamilton e Rosberg. Hoje eu faria isso melhor. Não temos receio de ter Verstappen e Antonelli na mesma equipe em algum momento", disse.

Apesar da abertura para um cenário futuro, o chefe da Mercedes reforçou que a prioridade continua sendo a atual formação. Segundo ele, a parceria entre Antonelli e Russell tem funcionado dentro do planejamento da equipe e qualquer mudança precisa ser analisada pensando no longo prazo.

Estadão
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