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WEC: “Definitivamente é uma possibilidade”, Scott Dixon analisa participação no MCL-HY

Piloto neozelandês ainda não discutiu uma vaga no programa do MCL-HY, mas admite interesse em continuar no endurance após chegada à McLaren.

5 out 2026 - 17h21
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Scott Dixon durante o GP de Washington
Scott Dixon durante o GP de Washington
Foto: Divulgação / Chip Ganassi Racing

Scott Dixon revelou que ainda não conversou de forma concreta com a McLaren sobre a possibilidade de disputar provas de endurance além de seus compromissos na IndyCar. O neozelandês assinou com a Arrow McLaren para a temporada de 2027, encerrando uma passagem de 25 anos pela Chip Ganassi Racing.

A participação em Petit Le Mans, no último fim de semana, pela Meyer Shank Racing, marcou a última corrida de Dixon em um carro equipado com motor Honda. Aos 46 anos, o piloto acumula uma longa experiência em provas de longa duração, incluindo 21 participações nas 24 Horas de Daytona, além de 11 largadas nas 12 Horas de Sebring e seis nas 24 Horas de Le Mans.

A estreia do MCL-HY da McLaren no Mundial de Endurance (WEC) em 2027 alimentou especulações sobre uma possível participação de Dixon no projeto. No entanto, Le Mans coincidirá com uma etapa da IndyCar no próximo ano, o que pode dificultar um eventual acordo. “Não posso dizer que tenha analisado muito isso”, afirmou Dixon ao site Sportscar365.

O neozelandês destacou que a McLaren já conta com uma formação competitiva de pilotos e que a prioridade neste momento deve ser consolidar o novo programa. Segundo ele, a equipe poderá avaliar posteriormente a participação em corridas adicionais, como Daytona, inclusive com a possibilidade de colocar um carro extra no grid.

Dixon também apontou que a definição de uma vaga pode depender da exigência de alguns programas de endurance, que costumam vincular a participação em Daytona à presença nas 24 Horas de Le Mans.

“Não falei realmente sobre essa possibilidade. Acho que, mais adiante, se for algo que possamos combinar, definitivamente é uma possibilidade”, explicou.

O piloto também espera que IndyCar, WEC e IMSA consigam evitar conflitos de calendário no futuro, principalmente com as principais provas de endurance. Em 2027, por exemplo, as 12 Horas de Sebring também coincidirão com uma etapa da IndyCar.

“Le Mans é uma das minhas favoritas. É frustrante que a IndyCar continue colocando datas em cima dela”, disse.

Apesar do interesse em continuar competindo em provas de longa duração, Dixon ressaltou que sua prioridade será a IndyCar. Caso não consiga uma vaga para a próxima edição das 24 Horas de Daytona, ele encerrará uma sequência de mais de duas décadas participando da tradicional corrida de resistência na Flórida.

“Talvez o próximo ano seja o primeiro em 24 anos em que eu não faça Daytona”, afirmou Dixon. Ainda assim, o piloto deixou claro seu carinho pelo endurance, lembrando que sua primeira experiência aconteceu em Petit Le Mans, em 1999, com Stefan Johansson e uma Ferrari 333 SP. “Eu amo qualquer tipo de corrida, mas as provas de endurance são muito divertidas.”

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