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Mais uma vez em Spa, o automobilismo prega suas peças

Em uma Spa encharcada e uma série de ações questionáveis pela Direção de Prova, Dilano Van't Hoff falece em acidente. Mas é hora de calma

2 jul 2023 - 23h59
(atualizado em 2/7/2023 às 00h00)
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Dilano Van't Hoff - 2004/2023
Dilano Van't Hoff - 2004/2023
Foto: MP Motorsport / Twitter

O mundo do automobilismo foi mexido neste sábado com a morte de Dilano Van’t Hoff na prova da Fórmula Regional Europeia em Spa-Francorchamps. Se carro foi devidamente colhido ao ficar no meio da reta Kemmel após uma batida e não havia muito o que fazer.

As imagens já correm pelas redes sociais e são fortes. Mais uma batida em T, semelhante ao que aconteceu no mesmo circuito em 2019 e que levou ao falecimento de Anthoine Hubert. O ponto do acidente foi um pouco mais à frente do que o vitimou o francês.

Várias vozes se levantaram no mesmo momento contra Spa, lembrando de Hubert e até mesmo pedindo a interdição (!) da pista. Mas nesta hora, é preciso ter muita cabeça fria.

Todo caso, é preciso sim levantar o contexto: uma pista muito molhada com uma visibilidade muito reduzida. Junte isso vários pilotos com pouca experiencia de corrida de monoposto e uma relargada em última volta. Tim Tramnitz havia batido um pouco antes, na saída da Eau Rouge, e acabou levando à batida de Van’t Hoff.

Uma vida perdida sempre deve ser lamentada. Neste caso, mais ainda. Um jovem com 18 anos, com toda uma vida e carreira pela frente. Van’t Hoff era um dos nomes interessantes da Regional Europeia (e na base) nesta temporada. Infelizmente, este é o lado perverso da vida e ainda mais do esporte a motor.

Nestes momentos, há uma grande gritaria pedindo mais segurança. Até é justificável, mas, desde o início, esporte a motor negocia com o perigo. Ao longo do tempo, as condições foram sendo muito melhoradas. Só que risco não consegue se eliminar totalmente. Até porque, se acabam com alguns, outros tantos surgem.

Não é hora de satanizar Spa. Mas sim cabe sempre ver o que pode ser melhorado. E o esporte a motor acaba funcionando muito dentro da lógica da aeronáutica: os grandes ganhos acabam vindo das lições aprendidas de incidentes e acidentes.

No caso de Spa, devemos ver sim a segurança, mas sem estuprar suas características como fizeram em 94, quando, na sanha de Imola, colocaram uma chicane na entrada da Eau Rouge. Bem como rever o procedimento de corridas. Afinal, tudo isso aconteceu em uma última volta para não terminar com o Carro de Segurança.

Outro ponto que deve merecer atenção são os carros em si. Os monopostos das categorias menores, embora tenha tido sua segurança melhorada nos últimos anos, ainda são frágeis em relação às séries maiores. Mesmo tendo seguido a linha de terem crescido, ainda estão atrás. Este ponto deve ser bem estudado pela FIA.

O momento é de cabeça fria, embora fique claro que vários erros aconteceram. E levaram um garoto de 18 anos. Muitos se vão de várias maneiras. Não é o normal alguém tão jovem nos deixar assim. Mas sua missão foi cumprida e ele partiu fazendo algo que adorava. E fica a imagem divulgada pela GB3 inglesa, já que o carro que Van’t Hoff usou em seu título na F4 espanhola ficou com uma equipe britânica e tinha um adesivo no volante: “Don’t worry. Be Happy”. Não se preocupe, seja feliz.

Que esta seja a imagem que fique conosco. Os deuses do automobilismo os recebam. E proteja quem fica.

Parabólica
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