Hamilton enfrenta dificuldades de adaptação e é comparado a Sainz na Ferrari
Lewis Hamilton ainda não conseguiu transformar sua estreia pela Ferrari em uma campanha de destaque na Fórmula 1. Depois de anos no time da Mercedes, o heptacampeão mundial soma apenas 109 pontos até aqui e aparece na sexta colocação do campeonato, bem distante do companheiro Charles Leclerc, que lidera a tabela com 151 pontos. O […]
Lewis Hamilton ainda não conseguiu transformar sua estreia pela Ferrari em uma campanha de destaque na Fórmula 1. Depois de anos no time da Mercedes, o heptacampeão mundial soma apenas 109 pontos até aqui e aparece na sexta colocação do campeonato, bem distante do companheiro Charles Leclerc, que lidera a tabela com 151 pontos.
O chefe da escuderia italiana, Frédéric Vasseur, reconheceu que a equipe errou ao acreditar em uma adaptação imediata do britânico. Segundo ele, o processo tem sido mais lento do que foi, por exemplo, com Carlos Sainz Jr., que já havia demonstrado facilidade em transitar entre diferentes equipes ao longo da carreira.
"Com o Lewis, achamos que ele teria controle da situação logo de cara, mas não foi assim. Ele precisou de algumas corridas para entender como tudo funciona aqui dentro", disse Vasseur.
Pódios que não vêm
Hamilton conquistou uma vitória e uma pole position em corridas sprint, mas ainda não conseguiu subir ao pódio em uma prova principal nesta temporada. O contraste com Leclerc, que disputa vitórias e demonstra plena confiança no carro, reforça a pressão sobre o inglês.
Após a classificação no GP da Hungria, Hamilton chegou a se autodefinir como "inútil" e sugeriu que a Ferrari deveria trocar de piloto — uma crítica dura que, segundo Vasseur, reflete mais o perfeccionismo do que uma análise realista de sua performance.
"Ele é muito exigente, tanto com o carro quanto consigo mesmo. Às vezes exagera nas palavras, mas isso mostra o quanto ele cobra de todos e busca tirar o máximo da equipe", completou o dirigente.
O desafio da adaptação
O cenário vivido por Hamilton não é inédito na F1. Pilotos que passam muitos anos em uma mesma equipe tendem a sofrer quando mudam de ambiente, já que precisam se ajustar a uma nova cultura, formas de trabalho e até estilo de carro. No caso de Hamilton, o desafio é ainda maior: além de se integrar à Ferrari, ele precisa lidar com o fato de não ser mais o centro absoluto das atenções, como era na Mercedes.
Enquanto o britânico tenta se reencontrar, Leclerc aproveita o bom momento e lidera a disputa pelo título. Para a Ferrari, a equação é clara: precisa equilibrar o processo de adaptação de seu novo astro sem perder o ritmo de uma temporada que pode colocar a equipe novamente no topo da Fórmula 1.