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Quem é a empresa que Eddie Jordan garante ser a nova dona da Mercedes na Fórmula 1

A Ineos é uma gigante petroquímica que chegou à Mercedes em 2020 e ganhou destaque no carro da atual hexacampeã da categoria. No início da semana, Eddie Jordan declarou que a empresa compraria a equipe e assumiria as ações na Fórmula 1 — o que já foi prontamente desmentido. Mas o que faz essa multinacional no grid da categoria e em quais outros esportes ela investe?

15 set 2020
10h10
atualizado às 11h01
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Valtteri Bottas foi a melhor Mercedes ao fechar em terceiro no TL1
Valtteri Bottas foi a melhor Mercedes ao fechar em terceiro no TL1
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

Na última segunda-feira (14), o rumor da possível venda da Mercedes para a Ineos, uma das patrocinadoras da equipe, movimentou os bastidores da Fórmula 1. A informação foi inicialmente trazida por Eddie Jordan, dono de equipe da F1 entre 1991 e 2005, e rapidamente desmentida por Toto Wolff, chefe da escuderia hexacampeã do mundo e que domina a categoria desde 2014.

Pouco conhecida por aqui e com baixa influência na Fórmula 1, a Ineos é uma das maiores companhias multinacionais da Europa. Fundada por Jim Ratcliffe, o homem mais rico do Reino Unido — com fortuna estimada em R$ 112 bilhões —, em 1998, a empresa atua na área de produtos químicos, petroquímicos, gases e plásticos. O lucro anual é de aproximadamente R$ 434 bilhões.

Nascido em 1952 na cidade de Failsworth, na Inglaterra, Ratcliffe é formado em Engenharia Química na Universidade de Birmingham. Após ser co-fundador da INSPEC, imporante banco de dados de literatura científica e técnica do Reino Unido, criou a Ineos em 1998. A companhia começou de maneira modesta, comprando operações indesejadas de outras empresas, como ICI e BP.

A Ineos conseguiu até um destaque na lateral do carro, com a parte vermelha no topo do chassi (Foto: Mercedes)

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Na última decada, a Ineos decidiu ampliar as operações pela Europa, com refinarias e fábricas na Escócia, Itália, Alemanha, França e Bélgica. Há também um local na América do Norte, no Canadá. Rapidamente, tornou-se uma das líderes do setor de químicos e petroquímicos.

Apesar de já ter competido na Maratona de Londres no passado, o apoio de Ratcliffe e da Ineos no esporte é recente. Em 2017, o primeiro movimento, ao tornar-se dono do clube suíço FC Lausanne-Sport, que disputa a primeira divisão local. No ano seguinte, o bilionário juntou-se ao velejador Ben Ainslie, dono de quatro medalhas olímpicas de ouro e uma de prata, para disputar a 36ª edição da America's Cup, famosa regata do iatismo que acontece apenas em 2021 — informações dão conta que Ratcliffe investiu R$ 744 milhões no projeto.

Companhia britânica também presente no macacão de Lewis Hamilton (Foto: AFP)

Em 2019, o apoio da Ineos no esporte se massificou. Em março, Ratcliffe anunciou a compra do tradicional Team Sky, famosa franquia de ciclismo, e venceu a Volta da França meses depois. Em agosto, adquiriu o clube francês Nice, da primeira divisão local, por módicos R$ 622 milhões.

Em fevereiro de 2020, a entrada na Fórmula 1. A Ineos virou parceira da Mercedes em um acordo de cinco anos, sem valores divulgados. A multinacional possui o nome exposto em diversos locais do carro da atual hexacampeão mundial de construtores. Com toda a movimentação de Ratcliffe para entrar no esporte, a compra da equipe foi cogitada. Toto Wolff, o chefe do time, no entanto, fez questão de desmentir os rumores.

Automóveis não são novidade na vida do bilionário britânico. Em 2017, a Ineos Automotive foi lançada para criação e fabricação de veículos utilitários off-road e SUV. O projeto, intitulado Grenadier, ainda está em andamento e tem data prevista de lançamento para 2021.

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