Projetos fracassados que nunca chegaram à F1
Do sonho de equipes bilionárias ao fiasco completo: 5 inscrições que prometeram revolucionar a Fórmula 1, mas nunca chegaram ao grid.
A Fórmula 1 sempre atraiu investidores, empresários e sonhadores que acreditam poder conquistar espaço no esporte mais caro do mundo. Ao longo das últimas décadas, vários projetos ousados tentaram participar, mas acabaram engavetados antes mesmo da estreia.
LKY SUNZ (2021/2023)
Um dos exemplos mais recentes foi a LKY SUNZ (Lucky Suns), que surgiu em 2023 prometendo revolucionar a F1. Com foco em novos mercados e o anúncio de um aporte bilionário, a equipe parecia disposta a conquistar espaço rapidamente. No entanto, a FIA vetou o projeto após a análise inicial, e meses depois não havia mais qualquer sinal da escuderia que, em teoria, deveria representar a Ásia no cenário global.
Stefan GP (2010/2019)
A tentativa mais emblemática foi a tentativa da Stefan GP, liderada pelo empresário sérvio Zoran Stefanovic. Com a compra de equipamentos da Toyota e até anúncios de pilotos experientes, como Jacques Villeneuve. Mas a ausência de pneus e de inscrição oficial encerrou tudo antes do início da temporada de 2010.
USF1 (2010)
Outro caso foi o da USF1, que também ocorreu em 2010, idealizada por Ken Anderson (ex-diretor técnico da Haas) e Peter Windsor (jornalista e ex-gerente da equipe Williams). A proposta era ousada: criar a primeira equipe totalmente americana da era moderna, com sede na Carolina do Norte e apoio de Chad Hurley, cofundador do YouTube. Entretanto, os atrasos na construção do carro e a falta de patrocinadores selaram o fim do projeto, que nunca passou das oficinas.
Equipe Dubai F1 (2006)
A lista também inclui a misteriosa Dubai F1, ligada a rumores de apoio da família real emiradense e até de uma parceria com a Mercedes, utilizando seus motores, e a McLaren, com seu suporte técnico, com custo por cerca de US$ 100 milhões. A sede da equipe seria em Dubai. A história, porém, também escondia figuras duvidosas como Russell King, que mais tarde seria condenado por fraude e furto. O projeto nunca conseguiu se inscrever oficialmente, tornando-se apenas uma das muitas histórias de bastidores que rodeiam o paddock da Fórmula 1.
DART Grande Prix Phoenix (2002)
A lista se encerra com a DART Grande Prix Phoenix, que surgiu em 2002 com a promessa de ocupar a vaga deixada pela falida Prost. O grupo chegou a adquirir parte dos ativos da antiga equipe francesa, mas sem os direitos oficiais da FIA, que já haviam sido recolhidos.
Ainda assim, a equipe tentou se inscrever para o GP da Malásia daquele ano, levando ao paddock carros parcialmente montados, herdados da Prost. A iniciativa foi rapidamente considerada irregular pela FIA, que bloqueou a entrada do time. Sem reconhecimento oficial, a Phoenix foi banida de participar, tornando-se um dos episódios mais curiosos de fracassos da categoria.