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Preso no Cavalete: a Ferrari realmente sabotou Barrichello?

Em 2002, a cena da Ferrari de Rubens Barrichello preso no cavalete no GP da França ficou famosa. Mas qual o contexto deste episódio?

22 jan 2023 - 10h16
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Rubens Barrichello preso por cavalete durante a volta de apresentação do GP da França
Rubens Barrichello preso por cavalete durante a volta de apresentação do GP da França
Foto: Twitter / Divulgação

O ano de 2002 foi muito especial para a Ferrari: a equipe conseguiu vencer 15 das 17 etapas, Michael Schumacher ganhou o campeonato com grande antecedência e Rubens Barrichello foi vice-campeão. Mesmo assim, a equipe se envolveu em algumas polêmicas naquele ano.

A primeira delas foi o GP da Áustria de 2002, quando Rubens Barrichello cedeu a vitória para Michael Schumacher. É consenso que não havia necessidade desta ação, já que o alemão tinha uma grande vantagem no campeonato. Depois deste fato, Michael Schumacher chegou a ajudar Rubens Barrichello, inclusive no caso do GP dos EUA, quando o alemão "devolveu" a gentileza.

Mas outra cena chamou a atenção naquele ano: no GP da França, onde Schumacher conquistou seu título, Rubens Barrichello ficou parado na largada.  Mais que isso, tinha um cavalete que aparentemente atrapalhava a saída do brasileiro. Essa cena ficou famosa principalmente na internet, com o frame mostrando o exato momento em que isto acontece.

As acusações são que a Ferrari teria sabotado Rubens para impedir que ele pudesse atrapalhar a conquista de título antecipada do Schumacher, que poderia levar o campeonato naquela oportunidade. Mas isso é verdade? 

Para analisar esse fato temos que falar da Ferrari F2002, um dos carros mais dominantes da história da equipe italiana. Porém, mesmo com seu bom desempenho, tinha alguns problemas, principalmente pelo grande número de componentes eletrônicos embarcados. Michael Schumacher chegou a sofrer com uma pane no GP da Espanha e teve que correr com seu carro reserva, após o titular parar durante o aquecimento de domingo.

Ferrari F2002: um dos mais dominantes da história da F1. Mas tinha seus problemas...
Ferrari F2002: um dos mais dominantes da história da F1. Mas tinha seus problemas...
Foto: Scuderia Ferrari / Divulgação

Rubens Barrichello foi a maior vítima dos problemas: no GP da Espanha, aconteceu uma pane hidráulica quando o brasileiro ia para a volta de apresentação, o obrigando a parar. Em Silverstone, teve que largar no fim do grid por um problema no câmbio e teve uma grande recuperação, terminando em segundo lugar,

O GP da França aconteceu logo em seguida: no grid de largada, Schumacher era o segundo e Barrichello o terceiro. Parecia tudo certo: as Ferrari alinharam em suas posições  no grid e faltando 30 segundos para os carros saírem, como manda o protocolo, os motores foram ligados. Menos no caso do piloto da Ferrari nº 2

Na tentativa de ligar o carro, os mecânicos o deixaram em cima dos cavaletes. Na correria, como as regras não permitem que o carro seja tocado, ainda conseguiram tirar um cavalete, mas da frente ficou. Os carros começaram a sair para a volta de apresentação e bem neste momento temos o contexto da foto que ficou famosa.

A Ferrari tentou de tudo para ligar o carro a tempo para que Barrichello pudesse alinhar: chegou até a trocar o volante, mas não adiantou. A Ferrari foi levada para o pit lane para voltar a funcionar, mas não adiantou. O problema elétrico/eletrônico generalizado foi a razão disto acontecer e o motor não ligava por nada, mesmo reiniciando tudo. O mito que a Ferrari teria sabotado o brasileiro para Schumacher ganhar também cair por terra, já que outro piloto, Juan Pablo Montoya, da Williams, também poderia adiar o título do alemão.

E isso vinha acontecendo até as últimas voltas da corrida, com o jovem Raikkonen (McLaren) caminhando para a primeira vitória, ficando Schumacher em segundo e Montoya em quarto. Mas Allan McNish (Toyota) estourou o motor e deixou uma mancha de óleo na pista. O finlandês escorregou e Schumacher o passou, faltando cinco voltas para o fim. A partir deste momento foi só administrar para levar seu quinto título, igualando Juan Manuel Fangio, o maior campeão até aquele momento, que tinha o recorde isolado desde 1955.

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