Lewis Hamilton e Mercedes-AMG: até que a morte os separe?
A relação entre Hamilton e Mercedes é uma das coisas raras na F1 e aparentemente promete seguir por muito tempo, não somente nas pistas
A frase do título é uma constante quando se vai ao altar. Nem sempre o dito é cumprido, porém não é incomum....
Sabe-se que Hamilton e Mercedes são uma dupla de 24 anos. O inglês assinou com a Mercedes em 1998, quando os alemães ainda tinham parceria com a McLaren. No caso, a equipe cedia a vaga e a fabricante bancava os custos da jovem promessa. A aposta deu certo. Em seus 306 GPs, Hamilton correu todos com motores Mercedes, recorde absoluto de GPs com o mesmo fabricante de motor.
Hamilton não cansa de falar que é muito grato à Mercedes e que corria desde pequeno com a insígnia “AMG” em seu capacete. Além disso, participou do desenvolvimento do suprassumo da performance da fabricante, o AMG ONE, o hipercarro com motor de Fórmula 1 lançado em junho de 2022. Esses são alguns dos muitos sinais que comprovam que Mercedes e Hamilton são bastante próximos.
Toto Wolff, que dirige não só a equipe de Fórmula 1 da Mercedes-AMG, mas toda a divisão de automobilismo da montadora, diz que Hamilton pode chegar facilmente aos 400 GPs: “Conversamos há algumas semanas sobre quanto tempo nossa parceria pode durar e o número que foi discutido foi de cinco a 10 anos, para que possamos chegar a 400 GPs”
Em outro momento, Wolff dá a entender que eles já comentam por alto sobre uma renovação “A vantagem é que falamos muito juntos. Na semana passada nos sentamos e ele disse 'olha, eu tenho mais cinco anos em mim, como você vê isso?'”
Diante dessas falas, Hamilton não esconde seu apreço pela fabricante que dedica seus esforços há 25 anos: “Pretendo ficar com a Mercedes pelo resto da minha vida, isso é uma certeza, quero estar na família, tenho projetos para fazer com eles além das corridas. Mas queremos ganhar mais campeonatos, por isso este é o objetivo a curto e médio prazo”
As palavras não ficam somente restritas a discursos, mas aparecem em ações efetivas: ele fala de suas iniciativas de inclusão social que já estão sendo colocadas em prática, como a Ignite e Accelerate 25 em parceria com a Mercedes, além da Comissão Hamilton e a Mission 44, todas essas visam garantir oportunidades de estudo para jovens de grupos sub-representados ingressarem no automobilismo no ramo da engenharia, contabilidade e área de recursos humanos. Estas iniciativas de aumento da diversidade também são apoiadas pelo Presidente do grupo Mercedes-Benz, Ola Kallenius. “A ideia da fundação veio de Ola Källenius, quando discutimos entre Lewis, Ola e eu”, diz Wolff.
Diante do quadro, é de se esperar uma renovação de Hamilton, que ainda tem contrato até o fim de 2023. Hamilton e Mercedes fazem parte de um casamento que fará bodas de prata no ano que vem: são muitos títulos, vitórias e um marketing pesado envolvendo os dois lados. Além de tudo, ambos são alinhados em princípios. Por isso, não fiquem surpresos em vê-lo em um cargo de consultor no futuro, já que o próprio diz que quer ter ligações com a Mercedes de maneira vitalícia. Sendo assim, fãs do Hamilton e da Mercedes, fiquem tranquilos: a renovação virá.