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Fórmula 1

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Há 25 anos, Mika Häkkinen conquistava sua última vitória na F1; relembre

O bicampeão de F1 teve sua última vitória no GP dos EUA de 2001 e, ao final daquele ano, anunciou sua aposentadoria

30 set 2026 - 07h58
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Mika Hakkinen, Michael Schumacher e David Coulthard no pódio do GP dos EUA de 2001
Mika Hakkinen, Michael Schumacher e David Coulthard no pódio do GP dos EUA de 2001
Foto: McLaren / Divulgação

Mika Häkkinen tornou-se um dos grandes pilotos da história da categoria, mesmo com uma série de revezes ao longo da carreira. O finlandês, após vencer o campeonato inglês de F3, estreou na categoria em 1991 pela Lotus, que estava em dificuldades financeiras e por muito pouco não fechou as portas.

O GP dos EUA de 1991 foi o primeiro de Hakkinen na categoria
O GP dos EUA de 1991 foi o primeiro de Hakkinen na categoria
Foto: F1 / Twitter

Após um bom ano com o time em 1992, sendo considerado a revelação da temporada, Häkkinen tinha contrato para correr na Williams no ano seguinte. Mas Peter Collins, dono e chefe da Lotus naquele momento, impediu a negociação por acreditar que o finlandês era um ativo muito bom para ser liberado.

Häkkinen procurou Ron Dennis, então chefão da McLaren, e conseguiu um contrato como terceiro piloto. Collins tentou impedir, mas a McLaren levou a melhor. Häkkinen chegou a ser apresentado como titular diante da indefinição sobre a situação de Ayrton Senna, porém só assumiu o carro em Portugal, após a demissão de Michael Andretti, então piloto do carro número 7. O finlandês, em três provas, mostrou um ótimo desempenho. Ao final do ano, o grande piloto da equipe, Ayrton Senna, foi para a Williams, e Häkkinen se tornou o primeiro piloto da McLaren em 1994.

Senna, Prost e Hakkinen no GP do Japão de 1993. Foi o primeiro pódio do finlandês
Senna, Prost e Hakkinen no GP do Japão de 1993. Foi o primeiro pódio do finlandês
Foto: F1 / Twitter

Häkkinen enfrentou épocas de vacas magras na equipe durante anos. Para completar, sofreu um grave acidente nos treinos do GP da Austrália de 1995, correndo risco de vida e colocando em xeque sua capacidade de pilotagem. Em 1996, David Coulthard chegou ao time, e a dupla se manteve inalterada até 2001. Em 1998, com a chegada do projetista Adrian Newey e da fornecedora de pneus Bridgestone, veio o primeiro título de Häkkinen, batendo Michael Schumacher, da Ferrari.

Em 1999, a McLaren e os pilotos cometeram muitos erros, mesmo com Michael Schumacher fora de combate por boa parte da temporada graças a um acidente no GP da Grã-Bretanha. O campeonato só foi decidido na última etapa, no Japão, com mais um título para Häkkinen. Com isso, ele acabou se tornando um dos três pilotos que passaram pelo time e ganharam mais de um título, junto com Senna e Prost.

Hakkinen após a conquista do bicampeonato
Hakkinen após a conquista do bicampeonato
Foto: F1 / Twitter

Em 2000, Häkkinen disputou novamente o título contra Michael Schumacher, mas, dessa vez, acabou perdendo. Em 2001, esperava-se uma nova batalha entre os dois, porém dois fatos atrapalharam: a proibição do berílio, material usado nos motores da Mercedes (fornecedora do time), e o próprio desempenho pífio de Häkkinen, que estava pensando em tirar um ano sabático em 2002. Um dos motivos era o nascimento de seu filho, no final de 2000.

Junte-se a isso azares épicos, como o motor estourar enquanto liderava o GP da Espanha, na última volta. Mesmo assim, ele ainda venceu o GP da Grã-Bretanha e o GP dos Estados Unidos.

O GP dos Estados Unidos foi o penúltimo da temporada de 2001. A F1 chegou ao circuito de Indianápolis com Schumacher campeão, mas com uma briga grande pelo segundo lugar, que estava entre David Coulthard, da McLaren, e Rubens Barrichello, da Ferrari. Häkkinen estava apenas em sexto no campeonato.

Na qualificação, Michael Schumacher fez a pole, seguido por Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya, da Williams. Mika Häkkinen foi o quarto, seguido por Barrichello; Coulthard foi apenas o sétimo. Vale lembrar que, na época, existia o reabastecimento e que os pilotos poderiam escolher a quantidade de combustível para largar.

Hakkinen não foi muito bem na qualificação
Hakkinen não foi muito bem na qualificação
Foto: McLaren / Divulgação

Na largada, Barrichello, que estava mais leve e iria para duas paradas, passou por Mika e Ralf. Com isso, o finlandês caiu para quinto, estando com muito combustível. Na volta 2, Rubens passou por Montoya e assumiu a liderança na volta 4, após a Ferrari ordenar a troca de posição entre ele e Michael Schumacher. O alemão ficou de escudeiro para segurar as Williams e ajudar o brasileiro, já que ele teria uma parada a mais para fazer. Porém, é preciso deixar claro que esta foi uma das melhores corridas do alemão.

Na volta 28, Barrichello parou, e Michael ficou na pista segurando Montoya. Mas perdeu a posição na volta 34, e ainda assim o colombiano parou na volta 36. A essa altura, Ralf Schumacher já havia abandonado após uma rodada, e Häkkinen já era o segundo colocado. Reassumiu a liderança assim que Michael Schumacher parou, na volta 39. Logo em seguida, Montoya acabou abandonando por problemas hidráulicos.

A briga pela vitória parecia aberta entre Barrichello e Häkkinen. Na volta 46, o finlandês parou, e Barrichello voltou a assumir a liderança. Na volta 50, foi a vez de o brasileiro parar e deixar a liderança novamente com Häkkinen. Barrichello saiu dos boxes com aproximadamente 7 segundos de desvantagem e precisava tirar essa diferença. Na volta 61, a diferença já era de 2s239. Porém, ela começou a aumentar lentamente, enquanto Michael Schumacher estava a 10 segundos da briga e Coulthard vinha logo atrás.

Na volta 68, o carro de Barrichello começou a apresentar problemas no motor e seu desempenho foi caindo. Häkkinen pôde, enfim, respirar aliviado, e a vitória já estava garantida. O brasileiro acabou abandonando a duas voltas do fim, depois de ser ultrapassado por Michael Schumacher e Coulthard, que completaram o pódio.

Mika teve vitória no mesmo GP em que estreou pela categoria
Mika teve vitória no mesmo GP em que estreou pela categoria
Foto: McLaren / Divulgação

Häkkinen correu ainda o último GP da temporada, no Japão, e acabou chegando em quarto, terminando o campeonato em quinto lugar. Kimi Räikkönen assumiu sua vaga na McLaren. Em 2002, anunciou oficialmente sua aposentadoria da F1. Mika voltou a pilotar em 2005, quando foi para o DTM a convite da Mercedes. Chegou a vencer corridas e correu por três temporadas. Testou pela McLaren novamente em 2006, mas nunca mais voltou a pilotar em um GP oficialmente.

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